COVID-19

Brasileiro vindo da África do Sul testa positivo para Covid-19; ainda não se sabe com qual variante

O passageiro chegou ao Brasil com teste negativo, assintomático

Coronavírus Sars-CoV-2 já tem ao menos cinco variantes de preocupaçãoCoronavírus Sars-CoV-2 já tem ao menos cinco variantes de preocupação - Foto: Pexels

Um passageiro brasileiro vindo da África do Sul que desembarcou em Guarulhos, em São Paulo, no sábado, em um voo da Ethiopian Airlines, testou positivo para Covid-19. Ainda não se sabe se ele estaria com a nova variante Ômicron, segundo a Anvisa.

O resultado do sequenciamento genético pode levar até cinco dias.  O paciente tem 29 anos, é morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, está assintomático e passa bem. O jovem mora com os pais e deverá ficar em isolamento por 14 dias.

O passageiro chegou ao Brasil com teste negativo, assintomático. No entanto, após sua chegada, a Anvisa foi informada às 21h12 do sábado sobre o resultado positivo de novo teste de RT-PCR, realizado pelo laboratório localizado no aeroporto de Guarulhos.

Diante do resultado, a Anvisa notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional, estadual e municipal, às 1h07 do dia 28/11. A Vigilância epidemiológica do município de Guarulhos também foi acionada para acompanhamento do caso.

Segundo o secretário de Saúde do município, Ricardo Rui, o resultado do sequenciamento genético, que informa qual variante do coronavírus infectou o paciente e é feito no Instituto Adolfo Lutz, deve sair em até cinco dias.
 

"É importante dizer que ainda não sabemos qual é a cepa que causou a infecção. A amostra foi enviada ao Instituto Adolfo Lutz e deve demorar entre três e cinco dias para ter o resultado do sequenciamento", afirmou o secretário.

Segundo Rui, a prefeitura solicitou na sexta-feira ao Ministério da Saúde que seja providenciada barreira sanitária no Aeroporto de Guarulhos, uma vez que, além dos passageiros, as tripulações de voos comerciais e de carga também passam entre um e dois dias hospedada em hotéis da cidade, até retornar à origem em outro voo.

De acordo com o Ministério da Saúde, passageiros que estavam no mesmo voo também serão rastreados e monitorados. O governo do estado de São Paulo solicitou à companhia aérea a lista dos passageiros para auxiliar a detectar e rastrear pessoas que tiveram contato com o infectado.

Por causa da nova variante Ômicron, O Brasil vai fechar as fronteiras aéreas para passageiros vindos de seis países do Sul da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. No entanto, a medida só vale a partir de segunda-feira. A Anvisa também recomendou, no sábado, que Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia sejam incluídos na lista de países sujeitos a restrições.

Desde sexta-feira, muitos países em todo o mundo, incluindo os EUA, Canadá e as nações da União Europeia, anunciaram restrições ou proibições de viagem relativas ao Sul do continente africano. No sábado, o governo da África do Sul lamentou o fechamento de fronteiras aos seus cidadãos e viajantes, afirmando que o fato de o país ter descoberto a nova variante acabou por “castigá-lo”.

A nova variante também revela a disparidade entre os índices de vacinação em todo o mundo. Enquanto muitos países desenvolvidos administram doses de reforço, menos de 7% das populações nos países de baixa renda receberam a primeira dose, de acordo com grupos médicos e de direitos humanos.

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