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2018: Incêndio na Califórnia, garotos da Tailândia e submarino da Argentina

O ano de 2018, no mundo, também carrega a tristeza da morte do físico Stephen Hawking e um inverno rigoroso que deixou inúmeras vítimas na Europa

Trump e Kim Jong UnTrump e Kim Jong Un - Foto: AFP

A cúpula histórica entre os líderes americano, Donald Trump, e norte-coreano, Kim Jong-un, além da reeleição do Nicolás Maduro, na Venezuela, marcaram o campo político e das relações internacionais no mundo. Outro fato marcante foi o fim de uma era em Cuba com a substituição dos irmãos Fidel e Raúl Castro na Presidência do país por Miguel Díaz-Canel. O clima também teve seu auge em 2018. Segundo a ONU, o ano pode ser considerado o quarto mais quente já registrado. Também foi um ano de perdas como a do astrofísico britânico Stephen Hawking. Mas também foi um ano de ganhos com a dupla premiação pelo Nobel da paz concedida ao médico congolês Denis Mukwege e a ativista yazidi Nadia Murad , por seus esforços para "acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra".

Veja as outras retrospectivas:
Política: 2018 foi o desfecho de um ciclo de crises sistemáticas
Brasil: Assassinato de Marielle, atirador de igreja e denúncias contra João de Deus
Cotidiano: queda do Globocop e mortes de Denirson Paes e Raynéia

JANEIRO
Marcha das Mulheres nos EUA

Um ano após a posse de Donald Trump como presidente dos EUA, Marcha das Mulheres voltou a ocupar ruas do país para pedir igualdade e fim da discriminação e intolerância. Cidades como Washington, Las Vegas, Nova York, foram tomadas por uma voz que foi replicada em cidades dentro e fora dos EUA. Em Las Vegas, a manifestação não se restringiu a exigir igualdade para as mulheres, mas também para pedir respeito à diversidade racial, religiosa e sexual.

Marcha das mulheres no EUA

Foto: AFP

 

FEVEREIRO
Onda de frio mata dezenas na Europa

As temperaturas quebraram recordes negativos para esta época do ano na Europa. A onda de frio siberiano matou pelo menos 41 pessoas no continente, principalmente pessoas sem teto. Escolas e aeroportos chegaram a ser fechados. Termômetros marcaram -30,5 graus, a menor temperatura já registrada para um fim de fevereiro. 

tempestade atinge o centro de Londres | Foto: Tolga Akmen/AFP

Foto: Tolga Akmen/AFP

MARÇO

Marcha contra armas nos EUA

Milhares de americanos saíram às ruas em 800 cidades do país para pedir um maior controle de armas. Convocado por estudantes sobreviventes do recente massacre na Flórida, os atos foram a maior manifestação antiarmas nos EUA dos últimos anos e um dos maiores protestos estudantis desde a Guerra do Vietnã. O maior protesto ocorreu em Washington. 

Marcha contra as armas

Aaron Durst, 17 anos, aluno de high school em Denver, levanta a mão em protesto contra a violência | Foto: Ross Taylor/Getty Images América do Norte

Morre Stephen Hawking

O físico britânico Stephen Hawking morreu aos 76 anos, em sua casa em Cambridge. O cientista, conhecido por seu trabalho na área da relatividade, é autor de grande parte das descobertas da astrofísica moderna, como a nova teoria do espaço-tempo e a radiação dos buracos negros. Ele sofria de esclerose lateral amiotrófica (ELA) desde os 21 anos.

Foto: Jim Campbell/Wikimedia Commons

Foto: Jim Campbell/ Wikimedia Commons


ABRIL
Fim de uma era em Cuba


Em abril, Cuba marcou o fim de uma era com a substituição dos irmãos Fidel e Raúl Castro na Presidência do país por Miguel Díaz-Canel, um homem nascido depois de 1959. Com ele, inicia-se a chegada ao poder de uma geração diferente da dos históricos líderes da Revolução. Mesmo assim, Raúl Castro mantém o comando do governista e único Partido Comunista.

Miguel Diaz Canel | Foto: AFP

Foto: AFP


MAIO

Nicolás Maduro é reeleito na Venezuela

O presidente Nicolás Maduro foi eleito para mais seis anos de mandato na Venezuela, numa eleição com abstenção recorde, denúncias de fraude e legitimidade questionada dentro e fora do país. O chavista venceu com 68% dos votos, mas praticamente não teve adversários, e nem metade dos venezuelanos foram às urnas. Vários países, incluindo potências regionais, disseram não reconhecer a votação. 


Posse de Nicolás Maduro | Foto: Juan Barreto/AFP
Posse de Nicolás Maduro | Foto: Juan Barreto/AFP

Trump se retira do acordo com o Irã

Em 8 de maio, Donald Trump anuncia a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e as grandes potências para evitar que a República Islâmica desenvolva a arma atômica e decide o restabelecimento de sanções contra Teerã e as empresas com vínculos com o país.

Trump mostra documento reintegrando sanções contra o Irã e retirando os EUA do acordo nuclear | Foto: Saul Loeb/AFP

Trump mostra documento reintegrando sanções contra o Irã e retirando os EUA do acordo nuclear | Foto: Saul Loeb/AFP

JUNHO

Trump e Kim assinam acordo histórico

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, protagonizaram um encontro histórico em Cingapura e assinaram um acordo que promete encerrar décadas de tensões militares. Na declaração conjunta, o ditador assegurou "seu firme compromisso com a completa desnuclearização da Península Coreana", e Washington prometeu garantias de segurança à Coreia do Norte. 

Donald Trump e Kim Jong Un apertam as mãos | Foto: Saul Loeb/AFP

Donald Trump e Kim Jong Un apertam as mãos | Foto: Saul Loeb/AFP

Populistas no poder na Itália

Em 1º de junho, o novo chefe de governo italiano, Giuseppe Conte, presta juramento junto com seus dois vice-primeiros-ministros: Luigi Di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas (antissistema) e Matteo Salvini, chefe da Liga (extrema direita), ministro do Interior.

Guerra no Iêmen
Em 13 de junho, forças pró-governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, lançam um ataque contra os rebeldes huthis em Hodeida, principal porta de entrada da ajuda humanitária no Iêmen. O conflito armado que desde 2014 opõe o governo, apoiado por Riad, e os rebeldes, respaldados por Teerã, deixou pelo menos 10 mil mortos e levou 20 milhões de pessoas à beira da fome extrema.

Homem segura fuzil AK-47 | Foto: Mohammed Huwais/AFP

Homem segura fuzil AK-47 | Foto: Mohammed Huwais/AFP

JULHO
Eclipse lunar do século

O mais longo eclipse lunar do século, ocasionando o fenômeno da "lua de sangue”, coincidiu com a maior aproximação de Marte da Terra em 15 anos, oferecendo um espetáculo duplo a observadores. O fenômeno foi acompanhado de partes da Europa, Ásia, Austrália e América do Sul. O eclipse, que mudou a cor da lua para vermelho, foi o mais longo do século 21. Veja fotos aqui.

Eclipse da Lua de Sangue visto entre as estátuas de Hera e Apolo em Atenas, na Grécia | Foto: Aris Messinis/AFP

Eclipse da Lua de Sangue visto entre as estátuas de Hera e Apolo em Atenas, na Grécia | Foto: Aris Messinis/AFP

Meninos descrevem resgate "milagroso"

Após receberem alta, os 12 meninos e o técnico de futebol que ficaram retidos por mais de duas semanas nos confins de uma caverna na Tailândia fizeram sua primeira aparição pública desde o resgate. "Foi um milagre", disse um dos garotos. "Eu tentava não pensar em comida para não ficar com mais fome." Sem comida, eles sobreviveram com água da chuva por nove dias até serem encontrados. 

Operação para resgatar meninos presos em caverna na Tailândia | Royal Thai Navy/AFP

Operação para resgatar meninos presos em caverna na Tailândia | Royal Thai Navy/AFP

AGOSTO
Viaduto desaba na Itália

Um trecho de um viaduto localizado em Gênova, no norte da Itália, desabou deixando dezenas de mortos e vários feridos. O desastre ocorreu durante fortes chuvas. A suspeita é de que um problema estrutural tenha provocado o desabamento. Uma testemunha que viu vários carros caindo junto com a ponte descreveu o incidente como uma "cena apocalíptica".


Viaduto desaba na Itália | Foto: Valery Hache/AFP

Foto: Valery Hache/AFP

SETEMBRO

Reunião em Pyongyang

Os líderes da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e da Coreia do Sul, Moon Jae-in, se reuniram em Pyongyang, onde ambos devem trabalhar para reativar o processo de desnuclearização da península coreana e retomar as relações. Moon foi recebido por Kim no aeroporto com abraços efusivos e uma cerimônia com honras militares. Ambos desfilaram, então, pelas ruas da capital norte-coreana.

Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul | Foto: AFP

Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul | Foto: AFP

Sismos e tsunami mortais na Indonésia

Quase 400 morreram após terremotos e tsunami atingirem a ilha de Celebes, na Indonésia, Pelo menos outras 540 pessoas ficaram feridas depois do terremoto de magnitude 7.4 e o tsunami que atingiram a cidade de Palu. O município vizinho de Donggala também foi fortemente afetado. 

Escombros de mesquita em Palu, na Indonésia Central | Foto: Adek Berry/AFP

Escombros de mesquita em Palu, na Indonésia Central | Foto: Adek Berry/AFP

OUTUBRO

Assassinato de Khashoggi
Em 2 de outubro, o jornalista saudita Jamal Khashoggi, crítico do príncipe-herdeiro Mohamed bin Salman e exilado nos Estados Unidos, desaparece depois de entrar no consulado de seu país em Istambul. Após negar reiteradamente, Riad reconhece sua morte e esquartejamento dentro desse edifício, em uma operação "não autorizada". O assassinato gerou indignação mundial e arranha a imagem da Arábia Saudita. Mohamed bin Salman nega qualquer envolvimento, apesar de várias acusações.

Jornalista saudita Jamal Khashoggi | Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP

Jornalista saudita Jamal Khashoggi | Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP

China inaugura maior ponte do mundo

A China inaugurou maior ponte marítima do mundo, que liga as cidades de Hong Kong e Macau a Zhuhai, na China continental. A megaobra de 55 quilômetros de extensão, que compreende trechos de estrada, três pontes, ilhas artificiais e um túnel subaquático, faz parte de um ambicioso projeto para integrar economicamente 11 cidades no delta do Rio das Pérolas.

Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau | Foto: Anthony Wallace/AFP

Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau | Foto: Anthony Wallace/AFP


Nobel da Paz premia luta contra violência sexual

O médico congolês Denis Mukwege e a ativista yazidi Nadia Murad foram os vencedores do Nobel da Paz de 2018, por seus esforços para "acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra". Mukwege, de 63 anos, passou grande parte de sua vida atendendo vítimas de violência sexual no Congo. Murad, de 25, sobreviveu à escravidão sexual perpetrada pelo "Estado Islâmico" no Iraque. (05/10)

Ginecologista congolês Denis Mukwege e iraquiana curda Nadia Murad | Tobias Schwarz/AFP
Ginecologista congolês Denis Mukwege e iraquiana curda Nadia Murad | Tobias Schwarz/AFP

NOVEMBRO
Submarino argentino desaparecido é localizado

O Ministério da Defesa e a Marinha da Argentina informaram que a empresa americana Ocean Infinity encontrou o submarino argentino ARA San Juan, desaparecido há um ano nas águas do Atlântico com 44 tripulantes a bordo. O submarino foi encontrado a 900 metros de profundidade. As imagens dos destroços sugerem que a embarcação sofreu uma "implosão" no casco por causa da pressão do mar.

 Parentes das vítimas do submarino ARA San Juan | Foto: Alfonsina Tain/AFP

Parentes das vítimas do submarino ARA San Juan | Foto: Alfonsina Tain/AFP

Incêndio mortal na Califórnia


O número de mortos do incêndio florestal "Camp Fire", no norte da Califórnia, aumentou para 42, fazendo com que este seja não apenas o pior incêndio da história do estado da costa oeste dos Estados Unidos como também o mais mortal. O Camp Fire atingiu uma área de 470 quilômetros quadrados e, em cinco dias, consumiu mais de 7,1 mil residências e outras estruturas. Segundo a ONU, o ano de "2018 se anuncia como o quarto mais quente já registrado.

Bombeiro observa as chamas durante o incêndio no complexo de Mendocino, em Lakeport | Foto: Josh Edelson/AFP

Bombeiro observa as chamas durante o incêndio no complexo de Mendocino, em Lakeport | Foto: Josh Edelson/AFP

DEZEMBRO
O revés dos 'coletes amarelos' na França

Os protestos dos coletes amarelos continuaram em dezembro. Desde novembro, a categoria realiza várias manifestações contra a alta no preço dos combustíveis e a redução do poder aquisitivo. Durante várias semanas, os manifestantes bloqueiam rodovias em todo país. Em 1º de dezembro, as manifestações degeneram em cenas de guerrilha urbana em vários bairros abastados de Paris. Após suspender a elevação no preço dos combustíveis, o presidente Emmanuel Macron anuncia em 10 de dezembro várias medidas sociais para tentar acalmar a situação.

Manifestantes montam barricada durante protesto em Paris | Foto: Abdulmonam Eassa/AFP
Manifestantes montam barricada durante protesto em Paris | Foto: Abdulmonam Eassa/AFP

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