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A importância da cirurgia reparadora

O IOFV realiza por mês cerca de 20 cirurgias oculares, entre estéticas e reparadoras

Dr. Carlos Gustavo Gonçalves orienta o paciente, que define se quer operar ou nãoDr. Carlos Gustavo Gonçalves orienta o paciente, que define se quer operar ou não - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

A cirurgia plástica ocular também conhecida como oculoplástica é uma subespecialidade da oftalmologia que trata de problemas relacionados às pálpebras, vias lacrimais e órbitas. As alterações nessas áreas do corpo podem causar interferências diretas na saúde do olho e também na qualidade de vida do paciente. Entre os problemas que podem ser corrigidos pela oculoplástica estão o excesso de pele sobre os olhos, as bolsas de gordura, as rugas na face, obstrução de vias lacrimais, tumores orbitopalpebrais, pálpebras mal posicionadas ou com queda e fraturas na órbita ocular.

Especialista nesse ramo da Oftalmologia, o dr. Carlos Gustavo Gonçalves, médico do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), explica a importância dessa intervenção cirúrgica e a diferença entre seus principais tipos. “Nas cirurgias estéticas oriento o paciente e ele define se quer operar ou não. Na cirurgia reparadora digo que existe um problema que precisa ser corrigido para não ter repercussões nos olhos”.

O IOFV realiza por mês cerca de 20 cirurgias oculares, entre estéticas e reparadoras. Segundo o dr. Carlos, o custo médio varia de acordo com a complexidade do procedimento. “Cada cirurgia tem o seu valor aproximado. As de menor porte - como para retirada de pequenos tumores - têm um custo total de R$ 900 e R$ 1 mil. E tem cirurgias maiores, quando você opera as duas pálpebras ou bolsas de gordura, por exemplo, que podem passar dos R$ 5 mil, R$ 6 mil”, detalha.

O pós-operatório dos pacientes é bem tranquilo de acordo com o dr. Carlos. “Existem cirurgias maiores, como as de vias lacrimais, na qual o olho fica um pouco inchado depois. E também as plásticas de remoção de pele que você precisa de 10 a 15 dias de repouso depois da cirurgia”, explica. O feedback dos pacientes também é bastante positivo na grande maioria dos casos. “Os pacientes toleram bem o procedimento normalmente. Eles já chegam informados sobre detalhes da cirurgia e do pós-operatório que procuraram saber com outros pacientes”.

No contexto do Abril Marrom, dr. Carlos ressalta a importância das cirurgias reparadoras. “Pacientes que têm tumores malignos, por exemplo, se não tratarem podem ver o problema progredir. Às vezes, por um tumor que surgiu na pele da pálpebra você pode até perder o olho inteiro”, alerta. “É importante procurar o oftalmologista para detectar alterações que muitas vezes o paciente não percebe. O médico pode dar o diagnóstico precoce e proteger o paciente”, conclui.

‘Minha visão ficou melhor’
O empresário carioca Francisco Vieira, de 61 anos e há 30 em Pernambuco, passou pela cirurgia plástica de pálpebras no fim de janeiro deste ano. Vaidoso, como ele próprio se define, decidiu se submeter ao procedimento após fazer alguns exames médicos. “Nem pensei em estética, fiz por necessidade. Minha visão ficou melhor”, disse.

Francisco relata que começou a ficar com a vista cansada ao ler e decidiu buscar ajuda médica. “Procurei o oftalmologista para saber se estava com algum problema de visão. Não tinha noção sobre essa cirurgia. Hoje me sinto bem melhor, estou enxergando bem, com os olhos mais abertos”, comemora. Francisco foi operado pelo dr. Carlos Gustavo, especialista nesse tipo de cirurgia.

Outros inconvenientes atrapalhavam o dia a dia do empresário e colaboraram para a sua decisão pela cirurgia. “Percebia que os meus olhos estavam quase fechando quando tirava fotos. A insegurança bate, a gente fica assustado, pois nunca havia mexido em nada. Mas quando fui conversar com ele, descobri que tinha que fazer realmente”, acrescenta.

O pós-operatório de Francisco foi de uma recuperação rápida e sem muitos transtornos. “O dr. Carlos disse que foi muito boa a recuperação. Acho que foi a espiritualidade, a energia. Não ficou marca, não ficou nada”, disse o empresário, que diz estar se sentindo muito bem alguns meses após a cirurgia. “Hoje estou satisfeito. Não é uma coisa desconfortável, só requer cuidados como qualquer outra cirurgia que a gente faz”, conclui.

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