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JULGAMENTO

"A justiça foi feita", diz pai de Renata Alves após sentença de 71 anos

Ex-companheiro da vítima, João Vieira da Silva de Araújo foi considerado culpado por todas as acusações

Para  Carlos Alberto Costa, pai de Renata Alves, a justiça foi feitaPara Carlos Alberto Costa, pai de Renata Alves, a justiça foi feita - Foto: Ricardo Fernandes / Folha de Pernambuco

Após dois dias intensos de júri popular, os familiares e amigos de Renata Alves Costa tiveram na noite desta quinta-feira (26) o sentimento de alívio com a sentença de 71 anos, 2 meses e 26 ao psicólogo João Vieira da Silva de Araújo. 

O ex-companheiro da vítima foi condenado a sete crimes, que ocorreram em 2022.

Depois de longos anos de espera, os pais de Renata Alves deixaram o júri bastante emocionados com o desfecho. 

De acordo com o pai de Renata, Carlos Alberto Costa, a justiça foi feita. Ele esteve presente no dia que a filha foi assassinada no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. 

“A justiça foi feita. Não vai trazer minha filha, mas pelo menos dá um alívio no coração”, disse o pai da vítima.

Carlos Alberto Costa também agradeceu aos integrantes do Ministério Público, da Justiça e aos policiais civis e militares que atenderam o caso desde a noite do crime. 

“Agora é seguir a vida. Continuar sentindo a falta dela e vida que segue. Ficam as lembranças”, completou. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A mãe de Renata, Kátia Alves, teve dificuldades para falar pela emoção após o resultado do júri. 

“Estou sem fala. Está preso na garganta”, disse totalmente emocionada ao final do julgamento. 

João praticou crimes contra outras duas mulheres. O julgamento ocorreu sob sigilo em defesa a essas duas pessoas. 

O júri popular considerou João culpado por todos os crimes aos quais ele foi julgado. A pena total foi de 71 anos, 2 meses e 26 dias de detenção em regime fechado por homicídio quadruplamente qualificado por feminicídio, motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, sequestro, tentativa de sequestro, violência sexual, lesões corporais em contexto de violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.

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