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'A minha luta é por justiça', diz viúva de Artur Eugênio

Carla Rameri fica frente a frente com Cláudio Amaro Gomes, acusado de mandar matar o seu esposo em 12 de maio de 2014 pela primeira vez em quatro anos nesta quarta-feira (18)

Alvino Luiz Pereira, pai de Artur EugênioAlvino Luiz Pereira, pai de Artur Eugênio - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A viúva do médico Artur Eugênio, a também médica Carla Rameri, fica frente a frente com Cláudio Amaro Gomes, acusado de mandar matar o seu esposo em 12 de maio de 2014 pela primeira vez em quatro anos nesta quarta-feira (18). Cláudio Amaro passa por julgamento de sua conduta ético-profissional no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

Carla ressaltou ainda a luta de representantes da categoria pela imagem do bom médico. Ela afirmou estar tranquila e lutar por justiça. "Não sei o que diria a ele [Cláudio]. São muitos sentimentos. A minha luta é por justiça", disse. "Temos aqui um papel muito peculiar que é tentar prezar um pouco pela imagem do bom médico. E eu não estou sozinha. Existem diversas pessoas que estão nos apoiando", afirmou Carla.

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A médica conta que Artur fez vários relatos em seus últimos anos de vida sobre a conduta de Cláudio Amaro. "Ele falava muito sobre a limitação técnica, o uso inadequado de materiais, procedimentos inadequados e assédio moral muito explícito no Hospital das Clínicas", disse Carla.

"Tinha época que eu conversava com Artur e quando ele me contava algumas situações eu perguntava a ele se isso não era caso de polícia. Por muito menos que viemos a saber depois", finalizou.

O pai de Artur, Alvino Luiz Pereira, de 68 anos, que também esteve no Cremepe, espera que Cláudio Amaro perca o direito de exercer a medicina. "Esperamos que ele não tenha mais direito de exercer a profissão. Ele causou muitos traumas nas pessoas e nas famílias. É de causar indignação o que ele fez. Ele tirou a vida de um médico jovem", disse.

Questionado sobre perdoar Cláudio Amaro, Alvino Pereira disse ser um processo. "Estamos em um processo para perdoar ele. Foi um crime bárbaro", completou. "Espero que ele procure uma clínica para se tratar e procurar aprender o que é ser família", finalizou.

   Relembre o caso

Artur Eugênio de Azevedo foi sequestrado na porta de casa e assassinado com quatro tiros no dia 12 de maio de 2014. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte na BR-101, no bairro de Comporta, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre Cláudio Amaro Gomes e a vítima.

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