A serenidade de Câmara poderá fazer a diferença

O jornalista Evaldo Costa foi secretário de imprensa dos governos Miguel Arraes e Eduardo Campos

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Tarimbado profissional de comunicação, o jornalista Evaldo Costa assumiu há 60 dias o comando do marketing do governo Paulo Câmara. Chegou numa hora adversa porque a crise na segurança pública, aliada à crise geral que aflige o país, derrubou a popularidade do governador. Mas não se intimida. Nem crê em pesquisas que apontam o governo no fundo do poço nem tampouco em marketing artificial. E, com a experiência de quem assessorou Miguel Arraes e Eduardo Campos, está convencido de que Paulo Câmara chegará ao final do seu mandato reconhecido como um bom governador. Sua confiança decorre de três fatos. Primeiro, a capacidade que Câmara teve de manter as contas do governo equilibradas no momento em que estados até mais ricos do que Pernambuco foram à falência. Segundo, as correções de rumo na área de segurança darão resultados na hora oportuna. Por fim, a serenidade com que o governador enfrenta os problemas do Estado, o que faz com a população o veja como uma pessoa do bem.

O jornalista Evaldo Costa foi secretário de imprensa dos governos Miguel Arraes e Eduardo Campos

Imagem arranhada
A revista “Cenarium”, de Garanhuns, relaciona em sua última edição uma série de fatos que teriam danificado a imagem da “Suíça pernambucana: a duplicação da BR-424 (prometida desde o governo Lula e nunca concretizada), a perda do “Garanhuns Jazz Festival” para Gravatá, a construção do Shopping Garanhuns (que continua inacabado) e o abandono de diversos “cartões postais” do município.

Promoção > Embora tenha sido chamado de “mentiroso”, “sem vergonha” e “cara de pau” pelo prefeito João Dória (SP), Lula disse que não irá responder às críticas do tucano porque ele estaria em busca de promoção às suas custas.
Burrice > A corrente majoritária do PT (CNB), da qual faz parte Humberto Costa, lançou a senadora Gleisi Hoffmann (PR) para presidente do partido, embora ela e o marido, Paulo Bernardo, estejam sendo investigados pela Lava Jato. Poderia ter lançado o ex-prefeito Fernando Haddad (SP), que é um nome limpo, mas optou por um nome polêmico.
Machismo > Luciana Santos (PCdoB) costuma citar este exemplo para mostrar que Pernambuco é um Estado machista. Ao longo de sua história, elegeu apenas três mulheres para a Câmara Federal: ela própria, Cristina Tavares e Ana Arraes. Creusa Pereira (PSB) está lá, mas como suplente.

Delação > É tão fantasiosa a versão de Marcos Valério à “Veja” de que no episódio do mensalão o PT planejou “comprar” o silêncio do ministro Joaquim Barbosa (STF) por US$ 50 milhões que não teve nenhuma repercussão. Já a delação do ex-deputado Pedro Corrêa (PE), que começa com fatos de 1978, ainda aguarda homologação por parte do ministro Edson Fachin.
Consenso > O Congresso não fará reforma política para vigorar em 2018 por falta de consenso entre os seus membros até em torno de temas simples como fim das coligações proporcionais e cláusula de desempenho para os partidos. Encontrar três, nos 25 deputados federais de Pernambuco, que tenham opiniões semelhantes sobre essa reforma é quase impossível.

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