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Abrigo de animais realiza bazar para arrecadar fundos

Lucro do espaço será destinado à compra de ração e demais cuidados para os cães e gatos da casa de passagem da ONG Eu Amo Animais

O Ativista animal Elpídio Araújo esbarra diariamente nos desafios para a manutenção dos 102 animaisO Ativista animal Elpídio Araújo esbarra diariamente nos desafios para a manutenção dos 102 animais - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Um trabalho árduo, mas necessário. A missão assumida pelo ativista animal Elpídio Araújo, 48 anos, esbarra diariamente nos desafios para a manutenção dos 102 animais presentes na casa de passagem da ONG Eu Amo Animais, no Recife. Mensalmente, são utilizados 300 quilos de ração para a alimentação dos 89 gatos e 13 cães resgatados da rua em situação de extrema vulnerabilidade ou deixados na porta do espaço para a adoção. No entanto, o número de saídas é desproporcional ao de chegadas. Só no último mês, apenas sete pets foram adotados.

Ao longo dos cinco anos de atuação da ONG, mais de 400 animais passaram pelo abrigo. A atividade é mantida graças às doações de parceiros, pessoas solidárias que acompanham o trabalho pelas redes sociais e amigos de Elpídio. Quando as colaborações estão escassas, ele precisa tirar do próprio bolso o dinheiro para o alimento. Cada saco, contendo 25 quilos, custa de R$ 100 a R$ 130. Por isso, desde o último dia 3, o brechó Bicharada Carente foi reaberto na rua da Aurora, nº 127, loja 104, no bairro da Boa Vista. O local, próximo ao Cinema São Luiz, funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

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Além das peças de roupas novas e seminovas, estão disponíveis CD’s e vinis, livros, porta-retratos, sandálias, pelúcias e até objetos para decoração do lar. Os valores variam entre R$ 5 e R$ 50. “É importante manter a esperança de que não falte ração para os nossos animais. Com o arrecadado no bazar, esperamos pagar o aluguel [do espaço], comprar a ração dos bichinhos que cuidamos e também fazer doações para outras ONG’s e abrigos”, considera o ativista.

Interessados em colaborar podem procurar o endereço do brechó para realizar a doação de produtos para os animais. Parceira no trabalho, a defensora Raquel Monteiro, 47, cedeu o nome “Bicharada Carente” para a organização do bazar. Entre os anos de 2010 e 2014, ela abriu um espaço com o mesmo nome na rua Santa Cruz, no mesmo bairro, para promover os cuidados de animais de rua que estivessem doentes ou prenhas. “Nesse período cuidei de 440 animais. Funcionou e tive muita ajuda, mas, por causa de um problema pessoal, resolvi fechar. Quando encontrei Elpídio juntamos o que tínhamos e decidimos montar o espaço”, conta Raquel. “O que a gente mais precisa hoje é o público. Que venham conferir o espaço, comprar e doar”, conclui.

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