Ação aponta realidade de ofensas vivida pelas mulheres nos games

No Brasil, as meninas são maioria no mundo dos jogos online, mas muitas se escondem em pseudônimos e evitam mostrar a voz nos microfones

As mulheres correspondem a 53,6% dos gamers no País, segundo a Pesquisa Game BrasilAs mulheres correspondem a 53,6% dos gamers no País, segundo a Pesquisa Game Brasil - Foto: Reprodução/Pixabay

Certa vez fui bem criticada por um leitor se dizendo indignado com uma afirmativa minha sobre a descriminação que as mulheres sofrem nos jogos online em primeira pessoa. Na ocasião, citei minha experiência no Counter-Strike, lembrando que pertenci a um grupo onde as jogadoras precisavam usar um pseudônimo para conseguirem jogar com mais tranquilidade e isenção dos parceiros de equipe. Alguns anos se passaram, mas não houve evolução, mesmo com o crescimento do número de jogadoras.

Hoje, somos quase metade dos gamers do mundo (46%). No País, somos maioria: 53,6%, segundo a Pesquisa Game Brasil. O assédio e ofensas reinam neste universo também de forma crescente, com percentuais de jogadoras vítimas de assédio ficando entre 60% e 100%. Tentando se proteger, muitas se afastam ou se escondem. Para sanar esta realidade absurda, surgiu a campanha encabeçada pela ONG americana Wonder Woman Tech.

 A ação recrutou youtubers brasileiros de games para um experimento. Eles foram convidados a jogar com amigas ao lado em desafios como os do Counter Strike para poderem usar a voz feminina ao microfone. Entre eles, Bruno Marchese, o Rolandinho, 24. O gamer afirmou à agência de notícias Folhapress que se sentiu "desconcertado" quando ela perguntou aos colegas de equipe se havia algo que poderia fazer e um deles sugeriu que ela fizesse sexo oral nele.

A campanha sugere que esses influenciadores digitais gravem as investidas e postem em vídeos para seus seguidores com a hashtag #MyGameMyName. Resolver não vai, mas o assunto precisa ser debatido e propagado. Já passou da hora de se fazer barulho sobre essa realidade inaceitável.

Educação e cultura
O pavilhão do Centro de Convenções vai receber nos próximos dias 27 e 28 de janeiro o Cidade da Educação, das 9h às 22h. Evento de educação e cultura do Papo Universitário, o encontro contará com a inserção da oitava edição do Anima Recife. Os ingressos variam entre R$ 20 e R$ 200. Todos os detalhes no site www.papodeuniversitario.com.br.

COLABORATIVO > O que era projeto de mestrado, em 2005, virou empresa. A Robolivre, plataforma colaborativa para desenvolvimento de projetos de robótica e que também implanta laboratórios em escolas públicas e privadas, hoje conta com seis mil pessoas na rede. No http://roboliv.re/ é possível conhecer iniciativas e compartilhar projetos de forma gratuita.

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GAME > O mais esperado dos esperados "God of War" finalmente tem data prevista para ser lançado. Será no dia 20 de abril. O game, que vai custar R$ 200, já pode ser encomendado na PS Store e nas revendas autorizadas da Sony no Brasil.

TIM > A operadora lançou três opções com ligações ilimitadas para usuários de planos pré pagos que se comunicam por meio de chamadas (locais ou longa distância usando o 41). Os valores são fixos, variando de R$9,99 até R$ 29,99, válidos por 30 dias e renovados automaticamente (tim.com.br/falemais).

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