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Adoçante derivado da estévia pode melhorar tratamento para queda de cabelo

Segundo os cientistas, o resultado da pesquisa representa um passo promissor em direção a tratamentos mais eficazes e naturais

Homem com alopecia: adoçante pode ajudar no tratamento da queda de cabeloHomem com alopecia: adoçante pode ajudar no tratamento da queda de cabelo - Foto: Freepik

A alopecia androgenética é uma forma comum de queda de cabelo em homens e mulheres — também chamada de calvície de padrão masculino e calvície de padrão feminino.

O minoxidil é um tratamento aprovado, mas apresenta baixa solubilidade em água e baixa permeabilidade cutânea. Agora, uma nova pesquisa, realizada pela Advanced Healthcare Materials, mostra que o esteviosídeo, um adoçante natural derivado da planta estévia, pode melhorar a absorção do medicamento pela pele.

Uma formulação de adesivo solúvel de esteviosídeo com minoxidil promoveu efetivamente a entrada dos folículos capilares na fase de crescimento, levando ao desenvolvimento de novos cabelos.

"Usar esteviosídeo para aumentar a administração de minoxidil representa um passo promissor em direção a tratamentos mais eficazes e naturais para queda de cabelo, potencialmente beneficiando milhões de pessoas no mundo todo", disse Lifeng Kang, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Sydney, na Austrália.

Alopecia androgenética
A alopecia é a evidente queda de pelos que, na maioria das vezes, ocorre no couro cabeludo. Existem dois tipos principais de alopecia: a areata e a androgenética.

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A alopecia androgenética é uma forma de queda de cabelos geneticamente determinada. Como o prefixo “andro” entrega, já que se refere ao hormônio masculino, ela é mais comum entre os homens.

No entanto, as mulheres também podem ser afetadas pela doença, que se desenvolve na adolescência, quando o estímulo hormonal começa a aparecer, fazendo com que os fios fiquem cada vez mais finos, e se manifesta de forma mais forte por volta dos 40 ou 50 anos.

Quais os sintomas da alopecia androgenética?
Os sintomas da alopecia androgenética são:

Falhas de falta de cabelo na coroa e na região frontal da cabeça, popularmente chamadas de "entradas".

Já nas mulheres, os sintomas da alopecia androgenética são:
Redução da densidade do cabelo (ele fica menos volumoso e mais ralo);

Diminuição de fios no topo da cabeça;

Perda de fios que ficam em travesseiros, escovas e no chão do box do banheiro após lavagem.

O que causa a alopecia androgenética?
Como o nome diz, a alopecia androgenética tem característica genética. Sendo assim, é normal vê-la sendo passada de pai para filho, ou entre gerações familiares. Ademais, entre as mulheres, de acordo com a SBD, pode haver associação com alterações hormonais da menopausa, irregularidades menstruais, acne e obesidade.

Quais são os tratamentos da alopecia androgenética?
Para solucionar a alopecia androgenética, é preciso buscar um profissional da área da dermatologia para começar um tratamento. Remédios que estimulem o crescimento dos fios do couro cabeludo e bloqueadores hormonais são opções. O objetivo do tratamento é, em primeiro lugar, pausar a perda de cabelo, e em seguida, recuperá-lo. Além disso, nos casos mais extensos de perda de fios, um transplante capilar também pode melhorar o aspecto estético.

Como é a prevenção da alopecia androgenética?
A realização de exames genéticos pode identificar os pacientes com maior probabilidade de desenvolverem a alopecia androgenética. No entanto, como é uma doença genética, não há como evitar totalmente que ela se desenvolva sem o tratamento junto de um profissional.

Dermatologistas podem também solicitar exames para avaliar a presença de doenças ou distúrbios, como anemia, deficiência de ferro ou alteração da tireoide, que possam causar a queda de cabelo. O tratamento pode passar por reposição com polivitamínicos ou proteínas para formar queratina no cabelo e nas unhas, terapia com radiação ultravioleta, injeções de corticoide ou medicações que estimulam o crescimento do cabelo, como minoxidil e antralina.

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