INVESTIGAÇÃO

Caso Camaragibe: em depoimento ao GOE, adolescente diz que foi baleado na cabeça por PM

Vítima recebeu alta médica na última terça (19)

Adolescente prestou depoimento na sede do GOE, no RecifeAdolescente prestou depoimento na sede do GOE, no Recife - Foto: Júnior Soares / Folha de Pernambuco

Em depoimento ao Grupo de Operações Especiais (GOE), o adolescente baleado durante ação policial no bairro de Tabatinga, em Camaragibe, no Grande Recife, na semana passada, informou que o tiro que o atingiu na cabeça foi dado por um policial militar. O rapaz depôs nesta quinta-feira (21) na sede do GOE, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, onde chegou numa viatura no carro policial, acompanhado do avô.

"Os policias queriam saber do Alex (Alex Silva), mas ele (o adolescente) disse que não sabia, e aí deram uma bofetada nele, que caiu. Quando ele foi levantar, o policial atirou na cabeça dele. Graças a Deus, a bala desviou. Foi um raspão, que deu afundamento de crânio nele", contou à Folha de Pernambuco a advogada da família do adolescente, Aline Maciel, após o depoimento do rapaz.

Os disparos foram dados no adolescente e na prima dele, grávida, que está hospitalizada no Recife atingida na cabeça, quando eles estavam na casa da avó deles. Inicialmente, o rapaz, que estava tomando banho quando a ação policial começou, contou que, quando ouviu os tiros, pensou que haviam ocorrido na mata localizada próxima à rediência. 

"Ele correu para ajudar a subir com a prima. Ela estava com um bebê e caiu por cima do bebê. Quando ele [o adolescente] subiu e ajudou a avó, que pegou esse menino para trocar a fralda e desceu, a primeira viatura tinha pedido reforço. Então, chegaram muitos policiais e desses policiais que chegaram, alguém gritou pedindo para o jovem parar", contou a advogada.

Ainda segundo a advogada, durante a ação, um dos policiais não concordou quando um agente teria agredido e atirado na cabeça do jovem.

"Quando o irmão dele, que é menor também, o viu ensanguentado, se ajoelhou para pegar e socorrê-lo, esse policial que atirou na cabeça do [adolescente] efetuou mais dois disparos. Um dos policiais, que eles não conseguem nem identificar, disse que não concordava com aquilo, que eles eram inocentes, e olhou para o menor e disse 'Vamos socorrer seu irmão'. E, aí,botaram na viatura e levaram para socorrer", complementou.

O adolescente contou que não tinha intimidade com Alex Silva, alvo da ação policial que causando a morte de oito pessoas. "Ele (Alex) é caminhoneiro, aí, quando ele chegava de viagem, passava lá na rua, falava, mas a gente não tinha muita intimidade de um ficar na casa do outro não", disse ele.

Por meio de nota, a Secretaria de Defesa Social disse que as afirmações sobre os relatos de agressão ao adolescente por parte da polícia estão sendo investigadas pelo GOE e, ao final, o delegado responsável irá se pronunciar.

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