Internado no HR

Adolescente que teve braço amputado após acidente em ônibus faz hemodiálise; confira relato do pai

Ewerson Pedro ao lado do pai, o instrutor de auto-escola Ewerton FerreiraEwerson Pedro ao lado do pai, o instrutor de auto-escola Ewerton Ferreira - Foto: Cortesia

Quase um mês após o acidente que provocou a perda do braço direito do filho, o instrutor de auto-escola Ewerton Gomes Ferreira, de 39 anos, relata que o adolescente passa por sessões de hemodiálise - remoção de líquido e substâncias tóxicas do sangue - e aguarda liberação da equipe médica para receber alta do Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife.

O estudante Ewerson Pedro Ferreira da Silva, de 16 anos, estava a caminho da escola, na manhã de 24 de setembro, em um ônibus da linha Pau Amarelo/Centro, operado pela empresa Conorte, quando ocorreu o acidente. Com o impacto do veículo contra um poste, ele perdeu o braço direito e passou por uma cirurgia de seis horas para reimplante, que não deu certo e, então, precisou amputar o membro.

“Foram duas cirurgias. Ele tomou muita medicação forte e atingiu o rim. [A hemodiálise] é pra desinchar o corpo dele, foi muito líquido, muito soro, muito remédio”, explicou o pai sobre a necessidade de hemodiálise, em conversa com a Folha de Pernambuco.


A equipe médica faz exames no estudante para analisar se será necessária ou não a continuidade da hemodiálise, atualmente feita em um intervalo de acordo com avaliações no HR. “Ele está voltando a urinar, acho que vai ser liberado, depende dos médicos”, acrescentou Ewerton.

Segundo o pai, Ewerson vem reagindo bem ao processo de recuperação e conversa com a equipe médica, além de ser atendido por psicólogos do hospital. “Ele tem reagido bem, está animado”, acrescentou o instrutor de auto-escola.

O adolescente foi transferido da UTI para a enfermaria, na última terça-feira (12). Atualmente, ele está no sétimo andar do hospital, na ala vascular.
 

Ewerson Pedro estuda Multimídia na ETE Ginásio PernambucoEwerson Pedro estuda Multimídia na ETE Ginásio Pernambucano (Foto: Reprodução/TV Guararapes)


Estudante cochilava no momento do acidente
Ewerson foi aprovado para cursar Multimídia na Escola Técnica Estadual (ETE) Ginásio Pernambucano, localizada na avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Esse era o primeiro ano do estudante na instituição e também o primeiro que ele usava ônibus no trajeto de casa para a escola. 

Segundo relato do pai do garoto, ele estava cochilando no momento do acidente. “Ele estava com o cotovelo encostado na janela e cochilando quando o ônibus bateu”, disse. Depois do acidente, o menino chegou a desmaiar. A família aguarda o resultado do laudo do Instituto de Criminalística (IC). 

“O motorista provavelmente bateu com o retrovisor na frente e quando bate [um veículo], a gente puxa. Como ele estava cochilando, não percebeu o que estava acontecendo. Se não estivesse, talvez teria se livrado”, disse Ewerton. O adolescente estava sentado na última fileira de cadeira do ônibus, no fundo. 

Adolescente perdeu o braçoAdolescente perdeu o braço com o acidente (Foto: Reprodução/TV Guararapes)


 
Rotina cansativa
Desde o acidente, a rotina da família mudou. Ewerson mora no bairro de Pau Amarelo, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, com o pai, a mãe e uma irmã de 11 anos. Segundo o pai, o dia a dia vem sendo cansativo.

“Só estamos indo eu e minha esposa, está uma rotina cansativa, nem trabalhando eu estou mais. A gente conversa com ele, que vai ter que sair qualquer dia”, disse o pai.

Ewerton também reclama da falta de assistência do Conorte, empresa responsável pela linha de ônibus. “Não recebemos nenhuma ligação, nem para saber como ele está, se está bem”, reclamou.

A reportagem entrou em contato com o Conorte. A assessoria de comunicação do consórcio afirmou não ter nenhuma informação no momento.
 

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