Aécio perde o posto de principal líder da oposição

Aécio Neves deverá se candidatar a deputado federal nas eleições do próximo ano

Por maioria de votos, o STF decidiu na última quarta-feira que caberá ao Senado confirmar ou não as medidas cautelares impostas ao senador Aécio Neves, acusado pelo Ministério Público Federal de praticar uma série de crimes, entre os quais obstrução à Justiça. O senador está suspenso do mandato e proibido de sair de casa à noite. A decisão do STF será examinada pelos senadores, hoje ou amanhã, em votação aberta, o que conta pontos contra o tucano, pois muitos talvez não queiram associar a sua imagem à do colega mineiro, que responde a vários inquéritos na Suprema Corte. Trata-se de um episódio triste para a política brasileira, pois o neto de Tancredo Neves, ex-deputado federal, ex-presidente da Câmara, ex-governador de Minas e candidato a presidente da República nas últimas eleições, saiu das urnas de 2018 como o principal líder da Oposição. Não tivesse se envolvido em várias trapalhadas, seria hoje um candidato quase imbatível à sucessão de Michel Temer devido ao desgaste de Lula, de Dilma e do PT. Como no Senado impera o corporativismo, é possível que Aécio recupere o mandato e seja autorizado a sair de casa no período noturno. Mas não será mais o líder da oposição ao PT, nem candidato a presidente da República, e nem tampouco ao governo de Minas. Para não perder a imunidade, os amigos deverão conduzi-lo à Câmara Federal.

Medida Cautelar do lixo

Por meio de Cautelar expedida na última 4ª feira (11), o conselheiro Dirceu Rodolfo determinou ao prefeito interino de São Lourenço, Gabriel Neto, a suspensão de todo e qualquer tipo de pagamento à empresa “Espera”, contratada pela gestão anterior para efetuar a coleta do lixo. Mas, na mesma Cautelar, recomendou ao prefeito que contratasse imediatamente uma nova empresa para fazer a limpeza da cidade. Culpá-lo pelo lixo acumulado na cidade não cola.

Os fundos > O deputado Daniel Coelho (PSDB) considera o “fundo eleitoral” criado pelo Congresso para bancar os custos das próximas eleições “menos ruim” que o “fundo partidário”, que vai distribuir com os partidos, até dezembro, cerca de R$ 900 milhões. O primeiro, disse ele, servirá pelo menos para custear as eleições, ao passo que o segundo tem sido utilizado para enriquecer “dono” de partido.

Chororô >
Enquanto prefeitos “invadem” Brasília em busca de ajuda do governo federal para socorrer os seus municípios, a CNM informa que o FPM cresceu 11,40% nos 9 primeiros meses deste ano, comparativamente os 9 primeiros meses de 2016.

As provas? > O falecido ministro Teori Zavascki (STF) negou-se a homologar a delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa (PP) por considerá-la “confusa” e destituída de provas. Mas seu substituto, Édson Fachin, não só fez a homologação como autorizou a divulgação dos áudios.

Sintonia > O advogado José Paulo Cavalcanti Filho pensa igual ao ministro Celso de Mello no que toca à decisão do STF (por 6 x 5) de dar a última palavra ao Senado sobre as medidas cautelares impostas a Aécio Neves. Decisão da Suprema Corte, dizem ambos, não pode estar condicionada à chancela de nenhum outro poder.

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