Turnê

Aerosmith: Steven Tyler fala à Folha sobre show que encerra turnê no Recife

Entrevista foi exclusiva para todo o Brasil

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Por: Camila Estephania, da Folha de Pernambuco

Há 46 anos na estrada com sua formação original, a banda norte-americana Aerosmith ensaia o seu o ato final com a turnê “Rock’n’Roll Rumble - Aerosmith Style 2016”, que chega nesta sexta-feira (21), a partir das 22h, ao Classic Hall, em Olinda. Em entrevista exclusiva no Brasil para a Folha de Pernambuco, o vocalista Steven Tyler confirmou que esta será a última turnê do grupo, que ainda é formado pelos guitarristas Joe Perry e Brad Whitford, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Krammer. (Matéria completa no portal da Folha de Pernambuco):

Como foram os shows no Brasil até agora e o que podemos esperar para o Recife?

Tyler: Boa pergunta. Os shows pegaram fogo como não víamos desde a última turnê, porque a plateia tem tanta paixão, parece como o começo da carreira, quando estávamos tentando consolidar o Aerosmith nos Estados Unidos e tentando fazer nossas canções irem para os estádios, até que tudo foi ficando maior. Temos reunido 40, 50 mil espectadores e isso tem sido incrível.

Vocês já fizeram uma turnê com o título de “Global Warming” e alertaram o público sobre o câncer de mama nos shows pelo País. Que tipo de causas interessam a vocês?

Tyler: Tenho minha própria caridade chamada Janie’s Fund, que presta assistência a garotas que foram abusadas. O câncer de mama é uma causa importantíssima para o mundo todo e a gente já vinha tratando de maneira muito séria através da fundação. Como o show de Porto Alegre foi no dia D do combate à doença, toquei “Pink” em homenagem ao Outubro Rosa. Mas sobre a Global Warming Tour, era mais uma brincadeira do Aerosmith para colocar fogo no público. Claro que estamos preocupados com o aquecimento global, Davis Guggenheim é um grande amigo meu e fez o filme “Uma Verdade Inconveniente” e sabemos que é uma grande questão, porque muitas pessoas vivem suas vidas sem se dar conta do que acontece.

Esta será mesmo a última turnê do Aerosmith? Como você avalia os mais de 40 anos de banda?

Tyler: Todos esses anos que a gente esteve juntos foram de muita alegria. Somos uma banda como qualquer outra, escrevemos músicas e esperamos que as pessoas curtam. É uma jornada fabulosa, escrevemos músicas esperando que as pessoas se conectem. Quando toca na rádio é como se as pessoas sentissem o que a gente sentiu ao tocar as músicas e isso faz chorar por dentro, vai além da lua. É algo muito doce e nos deu continuidade e força para fazer ainda melhor. Mas sim, é a nossa última turnê, pelo menos por enquanto.

Vocês explodiram nos anos de 1970 e foram emplacando novos hits ao logo das décadas. Estiveram na playlist dos jovens também dos anos de 1990, 2000. A que você atribui essa renovação de público?

Tyler: De todos os álbuns que já fizemos, tiramos a energia do amor e da loucura das pessoas e as pessoas ficaram loucas com a nossa música de volta. Como a energia boa, eles não podem esperar para retribuir o que eles sentem. De lá para cá, a sonoridade da banda mudou bastante, mas muitos fãs do começo acompanham o grupo até hoje também... Eu espero que os fãs se apaixonem pelo sentimento que têm com o Aerosmith. Esperamos só ficarmos melhores, ainda não lançamos nosso melhor álbum. Me sinto muito agradecido e honrado por ter fãs desde o começo que ainda amam as nossas novas músicas e não sei explicar o porquê, mas imagino que eles se sintam da mesma maneira que eu me sinto quando escuto Joe Perry. Eu nunca fiquei cansado de ouvir Joe Perry tocar a guitarra dele, sou um grande fã. Sou um grande fã de Jeff Beck, não importa o que ele faça, é o Jeff Beck. Acho que os fãs se envolvem e se apaixonam pelo sentimento que o Aerosmith traz.

Sendo parte de uma banda que influenciou vários outros grupos, como você enxerga o cenário da música contemporânea?

Tyler: As pessoas estão fazendo música de maneiras diferentes. Fazem música no computador, mash-ups. Algumas pessoas fazem música tocando em boates para sempre até isso se tornar uma linguagem. O nosso jeito de fazer música era tirando pedaços de gente como The Yardbirds, Chuck Berry, Jimmy Page no Led Zeppelin, até mesmo da música clássica, como Beethoven, para criar a nossa própria linguagem em músicas como “Dream On” e “Train Kept A-Rollin’”. E graças a Deus deu certo!

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