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Agora são um “Arraes” e um “Campos” fora do PSB

Marília Arraes e Antonio Campos pediram desfiliação do PSB por divergências políticas com o grupo estadual que o controla

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Com o pedido de desfiliação de Antonio Campos do PSB, sobe para dois os netos de Miguel Arraes auto-excluídos do partido por divergências com o grupo estadual que o controla, liderado pelo governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio. O primeiro foi a vereadora Marília Arraes, prima legítima de Eduardo Campos. Foi ela quem deu o primeiro “grito de guerra” ao acusar o PSB de desvirar-se de suas bandeiras históricas para celebrar alianças com forças políticas que historicamente sempre combateu. O segundo foi o advogado Antonio Campos, neto de Arraes e irmão de Eduardo, que não só acusa o PSB de não tê-lo apoiado para prefeito de Olinda como também de discriminá-lo usando o condenável processo de “arapongagem”. Pode ser que seja exagero do advogado. Mas só o fato de dois netos de Arraes terem abandonado o PSB é sinal de que o partido já não é tão uno em Pernambuco como foi na época de Eduardo Campos.

Marília Arraes e Antonio Campos pediram desfiliação do PSB por divergências políticas com o grupo estadual que o controla

Todos contra a violência
Embora “segurança pública” seja responsabilidade dos governadores, Paulo Câmara convocou todos os prefeitos da área metropolitana para auxiliá-lo no combate à bandidagem. Quase todos os municípios da RMR criaram secretaria de segurança e podem auxiliar o Governo do Estado comprando câmeras de monitoramento, melhorando a iluminação pública e aparelhando suas guardas municipais.

Susto > O prefeito de Goiana, Osvaldo Rabelo Filho (PMDB), que voltou ao cargo pela 4ª vez, ainda se diz “assustado” com a situação de “caos” em que encontrou a prefeitura. “Não tem dinheiro, sequer, para comprar um rolo de papel higiênico e as empresas que se instalaram lá não pagam imposto, salvo a Ponsa S/A”, diz ele.
A caminho > Em direção a Monteiro (PB), as águas do rio São Francisco chegaram ontem a Custódia, onde está a 4ª estação de bombeamento, e de lá seguirá por gravidade até a 5ª, em Sertânia (PE).
Visita > O senador Armando Monteiro (PTB) visitou ontem a sede do Sindicato dos Médicos, com cuja direção discutiu a situação da saúde pública em PE sob gestão de Organizações Sociais.
Corte > O prefeito Lula Cabral (Cabo) determinou corte de 10% nos gastos com custeio porque seu antecessor gastou R$ 21 milhões em 2016 com água, luz, telefone, locação de veículos e publicidade.
Processo > Nadegi Queiroz (PSDC), de Camaragibe, não foi o 1º vice-prefeito da safra de 2016 a romper com o prefeito (Demóstenes Meira, do PTB). Mas foi o 1º a processar o companheiro de chapa por calúnia. Ela acumulava o cargo com a Secretaria de Saúde quando foi surpreendida pela demissão.
Suspeição > Dois advogados pernambucanos protocolaram ontem na 1ª Vara da Justiça Federal ação popular contra a indicação de Alexandre Moraes para o STF. O juiz Roberto Wanderley Nogueira declarou-se “suspeito” para julgar a causa, porque também concorreu à vaga. Mas acha que ambos estão certos.
Freio > A volta da PM do Espírito Santo ao trabalho, ontem, contribuiu para desestimular “motins” que poderiam ocorrer em Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O projeto de autoria do Governo do Estado que propõe equiparar o salário da PM ao da Polícia Civil até dezembro do próximo ano será aprovado até amanhã, sem dificuldades, pela Assembleia Legislativa, ainda que sob os protestos da Associação de Cabos e Soldados.

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