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‘Agradeço a todos que ajudaram minha filha’, diz mãe de Brunninha após transplante

Menina veio ao Recife após não conseguir receber um novo coração no Rio Grande do Norte

Núbia Emanuela da Silveira Barbosa, mãe de BrunninhaNúbia Emanuela da Silveira Barbosa, mãe de Brunninha - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A luta pelo transplante de coração da menina potiguar Brunna Lopes Barbosa, a Brunninha, de 7 anos, movimentou as redes sociais e a imprensa desde uma publicação do médico Madson Vidal cobrando um posicionamento das autoridades sobre o caso. A mãe da garota, a dona de casa Núbia Emanuela da Silveira Barbosa, de 46 anos, que chegou ao Recife junto com a filha nessa quarta-feira (3), agradeceu o apoio de todos que ajudaram Brunninha.

Agradeço a todos que ajudaram minha filha. Foi muito grande a luta, mas, graças a Deus, deu tudo certo”, disse Núbia, aliviada após o transplante de Brunninha. Uma força-tarefa envolvendo a Força Aérea Brasileira, o Ministério da Saúde e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi montada para viabilizar a cirurgia depois da autorização da transferência da garota para o Recife, onde recebeu o novo coração nas primeiras horas desta quinta-feira (4).

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Imip

Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco 

 O último boletim médico divulgado pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) - onde ocorreu o transplante - diz que o quadro de saúde da garota ainda é muito grave e que ela se encontra internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Ontem [quarta] mesmo chegou o órgão e deu tudo certo. Agora é aguardar a recuperação. Está tudo em andamento, graças a Deus”, comemorou Núbia.

Segundo a mãe, Brunninha sempre demonstrou muita força apesar de lidar desde o nascimento com a transposição das grandes artérias - cardiopatia grave em que as artérias são trocadas, e o sangue não alcança o corpo, provocando a necessidade de uma correção cirúrgica. “É uma criança normal, mas meio roxinha e cansa muito”, contou a mãe. A menina, que era mantida viva pela máquina de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês), estava internada havia quase três semanas no Rio Grande do Norte esperando o transplante.

Brunninha precisou ser transferida para Pernambuco porque nenhum hospital no Rio Grande do Norte é credenciado à Central Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde. Ela chegou a ser internada no Hospital Rio Grande, mas a unidade de saúde não recebeu autorização para realizar o transplante. Toda a burocracia levou o dr. Madson Vidal, que é presidente da Associação Amigos do Coração da Criança de Natal, a publicar a luta da criança pela vida em seu perfil no Instagram. "Não se deveria fazer contas ou haver 'burocracias' para tentar salvar uma vida. Estamos com uma menina linda com seu coraçãozinho, que não funciona mais, conectado através de tubos a uma máquina para que ela não morra”, escreveu.

“Ela fez uma cirurgia paliativa com 4 anos e agora fez a correção, mas não deu certo. A única solução era o transplante mesmo. Os médicos e a equipe foram maravilhosos. O dr. Madson mobilizou todo mundo para poder salvar minha filha. Agradeço muito a ele”, acrescentou Núbia, que mora com mais três filhos além de Brunninha e o marido na cidade de Serrinha, localizada no Agreste potiguar, a 90 quilômetros de Natal.

O médico Madson Vidal também agradeceu a todos que se envolveram no caso de Brunninha. "Quero agradecer a todas as pessoas que se envolveram nos últimos dias no tratamento de Brunna e a todos os profissionais que foram muito importantes para ser encaminhada ao transplante", disse, em um vídeo publicado pelo Hospital Rio Grande no Instagram. "Quero agradecer também a toda a população que se manifestou de forma caridosa a favor de Brunna e que promoveu a sensibilização dos entes e das instituições públicas", concluiu.   

Transplante de coração em PE
Balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgado em janeiro mostra que o número de transplantes de coração realizados em Pernambuco em 2018 caiu 22%. Em 2018 foram 42 procedimentos, oito a menos que no ano anterior, quando houve 54 cirurgias.

Pernambuco ocupa o 3º lugar no ranking nacional de transplantes de coração segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Pernambuco ficou atrás apenas de São Paulo, que realizou 110 cirurgias no ano passado; e de Minas Gerais, com 50 procedimentos.

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