Ajuda respiratória é concebida com engenheiros de F1

Pesquisadores, médicos e engenheiros da Mercedes desenvolveram em menos de uma semana uma assistência respiratória

Autódromo de Melbourne receberia a Fórmula 1, na AustráliaAutódromo de Melbourne receberia a Fórmula 1, na Austrália - Foto: Peter Parks/AFP

Pesquisadores, médicos e engenheiros da equipe Mercedes de Fórmula 1 desenvolveram em menos de uma semana uma assistência respiratória para aliviar os pulmões dos pacientes com o novo coronavírus, evitando colocá-los nos respiradores.

O princípio deste dispositivo, conhecido pelo acrônimo CPAP (ventilação por pressão positiva contínua), tem sido amplamente utilizado em hospitais na Itália e na China para ajudar pacientes com COVID-19 com infecções pulmonares graves a respirarem quando a máscara de oxigênio não é suficiente, informou a University College London (UCL) em um comunicado.

Os engenheiros da UCL trabalharam incansavelmente desde 18 de março com médicos do University College London Hospital (UCLH) e a equipe da Mercedes para adaptar e melhorar um CPAP. O resultado foi alcançado em menos de 100 horas de trabalho. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), que aprova dispositivos médicos no Reino Unido, aprovou o uso do dispositivo, disse a UCL.

O UCLH distribuirá 100 destes dispositivos para testes clínicos antes de uma rápida implantação em hospitais em todo país, que aguarda uma onda de pacientes com COVID-19. Relatórios da Itália indicam que cerca de metade dos pacientes em CPAP evitou dispositivos mais invasivos.

Os CPAP consistem na difusão de uma mistura de ar e oxigênio na boca e no nariz a uma taxa contínua, mantendo as vias aéreas abertas e aumentando a quantidade de oxigênio que entra nos pulmões. Já os respiradores invasivos exigem uma forte sedação do paciente, bem como a conexão a um tubo colocado em sua traqueia.

Leia também:
Pietro Fittipaldi é confirmado como piloto de testes na Fórmula 1
Oitavo GP da temporada 2020 da F1 é adiado


Os novos dispositivos "ajudarão a salvar vidas, garantindo que o número limitado de respiradores seja usado apenas para os pacientes mais graves", disse o professor Mervyn Singer, consultor de terapia intensiva no UCLH, citado no comunicado. Em alguns hospitais europeus, na Itália, ou na Bélgica, esses aparelhos respiratórios foram projetados adaptando máscaras de mergulho.

Veja também

Médicos são os primeiros vacinados com a dose de Oxford no Brasil
VACINAÇÃO

Médicos são os primeiros vacinados com a dose de Oxford no Brasil

Primeiras doses da vacina AstraZeneca/Oxford chegam a Pernambuco neste domingo
VACINAÇÃO

Primeiras doses da vacina AstraZeneca/Oxford chegam a Pernambuco neste domingo