Alcaçuz ainda tem presos amotinados

O que aconteceu no fim de semana “foi uma barbárie que nunca vi na minha vida

Presos controlam ao menos uma ala de presídio no RNPresos controlam ao menos uma ala de presídio no RN - Foto: Andressa anholete/afp

 

O clima continua tenso na penitenciária de Alcaçuz, na Região Metropolita de Natal, no Rio Grande do Norte. Na última terça-feira (17), após novo motim, a polícia chegou a disparar tiros de bala de borracha contra os detentos que tentavam invadir os pavilhões das facções rivais, um movimento similar ao similar que desencadeou o massacre no sábado passado, quando morreram, ao menos, 26 presos (contagem oficial depende da retomada da unidade).

Do alto dos muros que cercam o presídio, os policiais atiraram na direção dos amotinados, que buscavam refúgio nos telhados dos edifícios ou usavam móveis e colchões para bloquear um eventual avanço das tropas.

Às portas do presídio, parentes afirmavam que detentos da facção local Sindicato do Crime, à qual pertencia a maioria dos mortos no fim de semana, tentavam invadir o pavilhão onde estavam os rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, as autoridades tentam evitar uma fuga em massa, depois que o PCC ameaçou incendiar a cidade de Natal, se seus líderes fossem transferidos de prisão.

O que aconteceu no fim de semana “foi uma barbárie que nunca vi na minha vida. Fizeram uma fogueira com cabeças de seres humanos”, disse. O governo do estado, por sinal, anunciou que contratará cerca de 600 agentes provisórios para os presídios. Policiais militares na reserva também pdoerão ser convocados.

 

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