Sáb, 14 de Fevereiro

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Alckmin sem “tropa de choque” em Pernambuco

Alckmin deverá ter uma grande decepção em Pernambuco neste primeiro turno das eleições

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O dado mais surpreendente da pesquisa do Ipespe divulgada ontem por esta Folha não foi o percentual de intenções de voto que o ex-presidente Lula tem em Pernambuco (55%), e sim a baixa popularidade do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin: 5%. É como se existisse uma barreira intransponível entre ele e o Nordeste, já que nos outros estados da região a situação é parecida. Falta-lhe encontrar um discurso que sensibilize os nordestinos e, no caso particular de Pernambuco, os 40% dos eleitores “não lulistas”, entre eles o deputado Felipe Carreras (PSB), ex-secretário de turismo do governo Paulo Câmara. Alckmin já recebeu a garantia de que terá espaço no palanque do candidato a governador, Armando Monteiro. Mas apenas isto não é suficiente. Ele precisa de aliados que coloquem urgentemente o seu bloco nas ruas, algo que ainda não ocorreu e provavelmente não ocorrerá. O presidente do PSDB, Bruno Araújo, está cuidando de sua eleição para senador e os candidatos proporcionais do partido se sentem “intimados” pela força de Lula e não tocam sequer no nome do presidenciável tucano. O vice-governador Raul Henry e o deputado Jarbas Vasconcelos são seus eleitores. Mas não se deve esperar deles que comandem a campanha em Pernambuco porque ambos são candidatos pela Frente Popular e não pretendem confundir a cabeça dos seus eleitores. Sendo assim, o candidato do PSDB deverá ter uma grande decepção em Pernambuco no 1º turno da eleição presidencial.

Se arrependimento matasse...
Pressionado ontem por jornalistas, o governador Paulo Câmara admitiu, em público, o que ainda não havia feito sequer em privado: que está “arrependido” por ter apoiado o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Resta saber agora a opinião do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), que na antevéspera da votação declarou que “temos que tirar essa mulher”.

Menos um > O presidente da Câmara de Olinda, Jorge Federal (PR), desistiu de disputar um mandato na Câmara dos Deputados. Ele era um dos 29 delegados e agentes que a PF pretendia eleger nas próximas eleições para deputado federal ou estadual. Ainda restam 28.

É gestão > O governador João Lyra Neto (PSDB) estranhou declarações de Paulo Câmara dizendo ter sido “perseguido” por Michel Temer. Afirma que o CE e a BA têm governadores do PT, e ambos investiram mais que PE nos últimos 4 anos. “O problema é de gestão”, disse ele.

Boca no trombone > Se a falta de investimentos do governo federal em Pernambuco foi fruto de “perseguição”, como diz Paulo Câmara, ele deveria ter feito o que fizeram Roberto Magalhães (governo Figueiredo) e Arraes (governo Sarney): botado a boca no trombone.

Zero grana > A Adutora do Agreste, mais importante obra do governo federal, em andamento, em PE, não recebeu 1 tostão do Ministério da Integração no curso deste ano. Nem parece que até abril havia pernambucanos nos Ministérios da Educação, Cidades e Minas e Energia.

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