Alepe lança projeto para jovens que esperam adoção

Iniciativa da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) é pioneira no País. O "Alepe Acolhe" prevê cursos de capacitação e até bolsa

Projeto foi lançado ontem na Assembleia LegislativaProjeto foi lançado ontem na Assembleia Legislativa - Foto: Rhodolfo Barbosa/Divulgação

Pernambuco é o primeiro Estado onde jovens que aguardam um lar poderão passar por formação profissional para facilitar o acesso ao mercado de trabalho. Foi lançado nesta quarta (22), pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, o projeto “Alepe Acolhe”. Através da iniciativa, os adolescentes terão a oportunidade de passar por cursos de cursos de atualização em língua portuguesa, estrangeira e informática e aprendizagem de rotinas no ambiente de trabalho. O programa ainda oferecerá uma bolsa-auxílio no valor de R$ 500.

A iniciativa é realizada em parceria com a 2ª Vara da Infância do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Nesse primeiro momento, serão atendidos dez adolescentes, que estão em situação de extrema vulnerabilidade e aptos à adoção. São requisitos para ingressar no programa: estar apto à adoção; ter idade mínima de 17 anos e 6 meses; manifestar interesse na iniciação de formação profissional e comprovar frequência regular em instituições de ensino médio ou dos anos finais do ensino fundamental. O estágio terá duração de seis meses.

O idealizador do projeto é o 1º secretário da Alepe, deputado Clodoaldo Magalhães (PSB). “A ideia é reverberar a cultura da adoção com o apoio do Judiciário e de todas as entidades que buscam sensibilizar a sociedade para o amor envolvido nesse processo”, disse o parlamentar.

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“Esse é um projeto piloto que surgiu do sonho do juiz da segunda Vara, Élio Braz, da nossa Cristiane Alves e de minha teimosia de assim dar certo. Avançamos graças à sensibilidade do presidente Eriberto e toda a Mesa Diretora que vem nos ajudando a administrar a Casa Joaquim Nabuco”, enfatizou.
O presidente da Alepe, o deputado Eriberto Medeiros (PP), classificou o projeto como “uma iniciativa que dignifica ainda mais o Poder Legislativo ao dar à Casa de todos os pernambucanos a oportunidade de prestar este serviço à sociedade”.
Eriberto aproveitou a presença do vice-presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), Ricardo Barbosa, para sugerir que a experiência de Pernambuco seja reproduzida pelas demais Assembleias do país. Em seu discurso, Barbosa, que também preside a Assembleia Legislativa da Paraíba, elogiou a iniciativa da Alepe e se comprometeu em levar o projeto às demais Assembleias.
Representando o TJPE, o juiz da 2ª Vara da Infância, Élio Braz, elogiou a agilidade da Alepe na execução do projeto. “Pela primeira vez vejo um movimento afetivo institucional em torno de uma causa tão intimamente ligada à história da humanidade, que é a adoção”, disse.
De acordo com o magistrado, as leis são insuficientes para resolver questões sociais como o problema da adoção. “Precisamos da sensibilidade das instituições. Não há dúvida de que pequenos atos, pequenas emoções constroem grandes obras”, disse.

 

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