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Alunas de escola municipal viajam para Nova Iorque para apresentar pesquisa sobre a fome

Trio estudou a fome no Alto Nossa Senhora de Fátima e criou projeto premiado internacionalmente

Trio viajou para os Estados Unidos para apresentar pesquisaTrio viajou para os Estados Unidos para apresentar pesquisa - Foto: Divulgação/PCR

Thays, de 13 anos, percebeu que os colegas da escola, no Vasco da Gama, Zona Norte do Recife, faltavam aulas por doenças relacionadas à malnutrição. Com ajuda de uma professora que ministrou aula sobre Josué de Castro, ela e duas amigas do nono ano, realizaram uma pesquisa na comunidade onde moram e viajaram ontem para apresentá-la em Nova Iorque.

Thays de Holanda mora no Alto Nossa Senhora de Fátima, e estuda escola municipal Octávio Meira Lins. Foi depois de uma aula da professora Ana Paula Freire que a ideia de realizar um estudo sobre o assunto surgiu. “Gostei muito das ideias de Castro sobre a fome. Quis fazer a pesquisa e procurei a professora. Ela nos orientou, realizamos o trabalho e apresentamos, primeiro na escola, depois na feira municipal. Fomos classificadas para levar o projeto até o Peru, para onde fomos no ano passado. Lá, ficamos em segundo lugar e ganhamos uma vaga para ir mostrar o estudo nos Estados Unidos neste ano”, conta a estudante. A feira é a Genius Olympiad, competição internacional de projetos do ensino médio sobre questões ambientais.



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“No estudo, a gente fala sobre a fome orgânica, fazendo um link com Josué de Castro, que falava sobre fome numa época em que ela era um tema proibido. Falamos sobre renda, emprego e acesso a alimentação de qualidade”, explica.

A pesquisa foi feita também fora da escola. “Por meio de questionários, elas conseguiram relacionar as doenças relacionadas à fome e a má nutrição à renda dos moradores do Alto Nossa Senhora de Fátima. Hoje, elas são chamadas para conversar em reunião de pais e outros eventos pertinentes, explicando também sobre nutrição”, contou a professora Ana Paula Freire.

Com um trabalho baseado numa pesquisa bibliográfica e em questionários, o trio tem conseguido conhecer o mundo. “Antes de ir ao Peru eu nunca tinha saído do Brasil, foi uma experiência incrível. Uma cultura diferente, um idioma diferente. Acredito que desta vez não será diferente”, conta Thays.

Mas elas também tem recebido mais conhecimento. Para a primeira viagem, as alunas tiveram aulas de espanhol e aprenderam a apresentar o trabalho na nova língua. Com o inglês, aconteceu o mesmo. “Ainda há um outro lado. As meninas também ganham muito em autonomia. Falam pelos cotovelos, emitem suas ideias”, comenta a professora do trio.

Este ano, a Prefeitura vai enviar 111 estudantes para eventos em dez estados brasileiros e outros 48 viajarão para nove países, onde vão apresentar os experimentos científicos desenvolvidos a partir estudos nas escolas da rede.

 

 

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