Ambulantes protestam pelo quarto dia seguido no Recife

Manifestação acontece pelo quarto dia seguido, contra a retirada dos ambulantes que costumam comercializar na Rua Direita, na área central do Recife

Ambulantes da Rua Direita protestam pelo quarto dia seguido na área central do RecifeAmbulantes da Rua Direita protestam pelo quarto dia seguido na área central do Recife - Foto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Ambulantes interditaram na manhã desta sexta-feira (6) a avenida Dantas Barreto, na área central do Recife. A manifestação acontece pelo quarto dia seguido contra a retirada dos ambulantes que costumam comercializar na Rua Direita, também na região central da capital pernambucana.

O Corpo de Bombeiros chegou ao local para liberação da via por volta das 11h30. A Guarda Municipal e o Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI) estiveram na área para acompanhar a movimentação.

Com pneus em chamas e aos gritos de "O povo tá ná rua, Geraldo a culpa e sua", os vendedores ambulantes prometeram dar continuidade aos protestos na próxima segunda-feira (09), mas não informaram local.

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Uma grande nuvem de fumaça se formou na via devido à queima de pneus. Comerciantes do Camelódromo, na avenida Dantas Barreto, temiam que as chamas se espalhassem e atingissem os alojamentos.

Segundo o Sintraci, os protestos não vão findar até que a Prefeitura do Recife reabra o diálogo com os trabalhadores - o sindicato argumenta que cerca de 50 ambulantes trabalham na área há mais de dez anos ficaram de fora.

Procurado pela Folha de Pernambuco, o secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, afirmou que não iria reabrir um cadastro que foi feito a partir de um levantamento de seis meses, o qual norteou a pasta para o projeto de requalificação para o centro do Recife, cujo objetivo é realocar os ambulantes legais diante da prefeitura para o Cais de Santa Rita.

"Se todo o dia, eu tiver que abrir uma exceção para incluir 30, 50 novos ambulantes que vêm se instalando no Centro, a secretaria vai parar onde? Fizemos, cuidadosamente, esse levantamento e recadastramento, passando em rua por rua durante seis meses. Abrir o cadastro é, na prática, condenar um projeto que está pautado em cima dos que já estão legais pela secretaria", reforça o gestor do Semoc.

Em relação ao manifesto do Sintraci, Braga foi taxativo: "Não vou dialogar com um sindicato que não tem representatividade dentro da categoria".

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