Anexo “ostentação” de pavilhão é demolido no Complexo Prisional do Curado

No mercado negro, dentro do presídio, as celas, que ofereciam mais conforto que as demais, eram comercializadas por até R$ 30 mil

Daniel Coelho, deputado federal pelo PSDBDaniel Coelho, deputado federal pelo PSDB - Foto: Divulgação

O Anexo P, do Presídio Juiz Antônio Luís Lins de Barros (Pjallb), uma das unidades prisionais que integra o Complexo do Curado, no bairro do Sancho, na Zona Oeste do Recife, foi demolido nessa quinta-feira (3). Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), no local, ficavam 50 "barracos" construídos indevidamente e sem planejamento.

O local era conhecido, pelos presos, como “anexo do pavilhão ostentação” e ficava localizado em uma área mais afastada, o que dificultava a supervisão por parte dos agentes penitenciários. No mercado negro, dentro do presídio, as celas, que ofereciam mais conforto que as demais, eram comercializadas por até R$ 30 mil. No local, os presos tinham acesso a televisão, bebidas, drogas, roupas, tênis e comidas diferenciadas, entre outras coisas.

Ainda segundo a Seres, o local abrigava 180 detentos e comprometia a segurança dos servidores e reeducandos. Do total de detentos que ocupava os barracos, dez foram transferidos, por medida de segurança, para outras unidades prisionais da Região Metropolitana do Recife e os demais foram realocados em pavilhões da unidade.

A ação contou com o apoio dos agentes penitenciários do Pjallb e do Grupo de Operações e Segurança (Gos), da Superintendência de Segurança Penitenciária e das gerências de Inteligência e Segurança Orgânica (Giso) e de Arquitetura e Engenharia (GAE), todos da Seres. Também prestaram apoio o Batalhão de Choque e a Empresa de Limpeza Urbana. 

 

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