França

Annecy homenageia aqueles que tentaram deter ataque a faca

O acusado, que teria em torno de 30 anos, "não quis se expressar" nem durante as primeiras 48 horas de sua detenção

Dia de homenagem em Annecy, nos Alpes FrancesesDia de homenagem em Annecy, nos Alpes Franceses - Foto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP

Os habitantes de Annecy, nos Alpes Franceses, prestam uma homenagem, neste domingo (11), às pessoas que intervieram para deter o refugiado sírio que esfaqueou seis pessoas, incluindo quatro crianças.

O prefeito da cidade, François Astorg, homenageará aqueles que "agiram com coragem e profissionalismo", ao enfrentar o agressor antes que a polícia conseguisse prendê-lo.

Entre eles estão dois agentes municipais que tentaram detê-lo com pás, um jovem que aluga pequenas embarcações e um professor de matemática. Um turista também tentou persegui-lo, e uma cuidadora infantil correu para verificar como estavam as crianças feridas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e outras autoridades do país destacaram as intervenções dessas pessoas que permitiram "salvar vidas humanas", nas palavras da procuradora Line Bonnet-Mathis.

O refugiado sírio detido pelo ataque, Abdalmasih H., foi acusado de "tentativa de homicídio", informou a procuradora.

O acusado, que teria em torno de 30 anos, "não quis se expressar" nem durante as primeiras 48 horas de sua detenção, nem diante dos dois juízes instrutores, declarou a procuradora no sábado (10).

Ele foi submetido a uma avaliação psiquiátrica na sexta-feira, a qual determinou que seu estado é "compatível" com a detenção. De acordo com Bonnet-Mathis, é prematuro, no entanto, fazer um diagnóstico, ou descartar uma patologia psiquiátrica.

As vidas das vítimas deste ataque, que ocorreu na quinta-feira em uma pacata localidade à beira de um lago, não estão mais em perigo.

No incidente, quatro crianças, com idades entre 22 meses e três anos, e dois adultos ficaram feridos.

Após fugir de seu país em guerra, Abdalmasih H. obteve, em 2013, um visto de residência permanente na Suécia, o que lhe concedeu o "status" de refugiado. Ele deixou o país escandinavo, porque não obteve a cidadania, ao contrário de sua esposa, de quem se divorciou no ano passado.

De acordo com um vídeo gravado por um transeunte, o agressor gritou "em nome de Jesus Cristo" durante o ataque.

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