Vacinação

Anvisa pode liberar Coronavac para crianças nesta quinta (20); Pernambuco tem 150 mil doses

Quantidade garante a imunização de 75 mil criança, apenas 15% da população total com idade apta

Secretário Estadual de Saúde, André LongoSecretário Estadual de Saúde, André Longo - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A vacina Coronavac poderá ser usada em crianças a partir dos 3 anos de idade caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o imunizante para esta faixa etária. A espectativa é que o aval aconteça nesta quinta-feira (20). 

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Em Pernambuco, segundo o secretário estadual de saúde, André Longo, há um estoque atual de 150 mil doses da vacina Coronavac, quantidade que garante a imunização de 75 mil crianças, apenas 15% da população total do Estado com idade apta.

Para análise da Anvisa, foi enviado um estudo sobre o uso da vacina no público infantil, que inclui dados de 211 milhões de crianças e adolescentes que receberam a Coronavac na China, além de informações sobre a efetividade do imunizante no Chile, que já vacinou mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes com a Coronavac. 

O Instituto Butantan, responsável pela fabricação da vacina no Brasil, só aguarda a aprovação da Anvisa para iniciar a distribuição imediata, que já foi logisticamente planejada. 

"Mais de 80% dos pais querem vacinar suas crianças. Nós temos estoque registrado nos municípios pernambucanos superiores a 150 mil doses de Coronavac, que deverão ser automaticamente revertidas para utilizar na população pediátrica. Obviamente, se não houver distribuição nova do Ministério da Saúde, isso dá para 75 mil crianças. Espero que não demore 30 dias, que essa manifestação seja ágil", afirmou André Longo, durante coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (19).

O pediatra e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações, Eduardo Jorge da Fonseca, que também participou da coletiva, reforçou a importância da imunização das crianças contra o novo coronavírus.

"Como as crianças fazem parte do grupo menos vacinado, é de se esperar que a variante Ômicron passe a ter mais impacto na pediatria, o que significa maior risco patogênico. Esta é mais uma razão para acelerarmos a vacinação pediátrica. A vacina é essencial. Já está mais do que comprovado", pontuou o médico pediatra.
 


O secretário André Longo reforçou o apelo para que pais e responsáveis vacinem suas crianças. "Quando chegar o momento de vacinar seus filhos, não hesitem em levar. Além de ser fundamental para reduzir a transmissão da Covid-19, a imunização das crianças é crucial para protegê-las frente a chegada da Ômicron. Como é bem mais transmissível, a variante faz das crianças ainda não vacinadas, um grupo com maior risco de infecção". 

Atualmente, apenas a vacina da Pfizer/Comirnaty foi autorizada pela Anvisa para imunizar crianças de 5 a 11 anos. Ela foi analisada pelas mais importantes agências regulatórias do mundo que comprovaram a segurança e eficácia do imunizante.

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