Após denunciar falso sequestro de filha de três meses, mãe será indiciada

Mulher procurou a Delegacia de Camaragibe contando que pai havia sequestrado criança de três meses

Delegacia de CamaragibeDelegacia de Camaragibe - Foto: Maurício Ferry / Arquivo / Folha de Pernambuc

Uma mulher procurou a Delegacia de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), na noite da terça-feira (6), denunciando que a filha de três meses havia sido sequestrada pelo próprio pai. A história, no entanto, sofreu uma reviravolta depois que o homem se apresentou aos policiais alegando que, na verdade, estava com a menina por histórico de negligências da mãe.

"O pai nos procurou assim que tomou conhecimento do que estava sendo veiculado de um suposto rapto da criança. Ficou bem claro que a menina estava bem cuidada", disse o delegado adjunto de Camaragibe, Diogo Santiago. Segundo a polícia, a mulher saiu de casa no domingo (4) e voltou na segunda-feira (5) em busca da filha. No entanto, diante da negativa do pai, teria armado a história do sequestro.

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A comunicação do suposto sequestro inclusive apresenta um lapso temporal, segundo o delegado responsável pelas investigações, Abraão Didier, titular da Delegacia de Camaragibe. "Como ela teve o filho subtraído em uma terça e esperou até a outra terça para prestar a notícia-crime?", indagou o delegado.

O depoimento da mãe apresentou várias lacunas. Em um primeiro momento, ela afirmou que era faxineira. "Depois ela admitiu depois que se prostituía para auferir renda", acrescentou Abraão. A polícia agora investiga se a mulher queria vender a própria filha, uma vez que ela tem outros filhos cujo paradeiro não sabe informar.

"A polícia também vai investigar se ela vendeu algum outro filho. Ela disse que sabia onde estariam todos, mas quando pedimos detalhes entrou em contradição", explicou o delegado. Ainda no depoimento, a mãe demonstrou falta de interesse no primeiro filho que teve com o pai da sua filha mais nova.

Cada crime que a mulher imputou ao companheiro sabendo que ele não praticou é passível de ser tipificado como denunciação caluniosa "Ela passa de denunciante a indiciada e pode responder por até seis crimes", detalhou Abraão.

A recém-nascida foi encaminhada ao Conselho Tutelar e outros órgãos responsáveis e está na guarda do pai e da avó paterna. Uma audiência com a presença do Ministério Público de Pernambuco nesta quinta-feira (8) para dar continuidade ao caso.

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