Após desabamento, Prefeitura de Olinda cogita demolir todos os prédios condenados

Defesa Civil trabalha em elaboração de laudo técnico e vai exigir dos responsáveis um reforço de vigilância para que construções não sejam invadidas

Parte de prédio desaba em Jardim FragosoParte de prédio desaba em Jardim Fragoso - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Uma equipe de engenheiros com especialidade na área estrutural faz uma vistoria mais acurada, na manhã desta sexta-feira (11), nas ruínas do edifício que desabou no bairro de Jardim Fragoso, em Olinda, na noite da última quarta-feira (9). Devido à frequência desse tipo de sinistro, a Prefeitura já cogita fazer um levantamento de todos os prédios condenados do município para que sejam demolidos.

De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil, Cristiano Arruda, a Prefeitura ficou sabendo, na semana passada, de alguns incidentes ocorridos no Edifício Agave, em Jardim Fragoso. O prédio, do tipo caixão, com três andares (térreo e primeiro e segundo andares), localizado em uma transversal da rua Martiniano de Barros, apresentou estalos no último sábado (5) e parte de sua estrutura cedeu na quarta. Dez famílias que viviam irregularmente no local foram retiradas às pressas. O imóvel já havia sido interditado pela seguradora Sulamérica e pela Caixa Econômica Federal, mas foi invadido.

Depois do desabamento, a gestão do município enviou funcionários para isolar novamente o local junto com o Corpo de Bombeiros. “Quando existe uma interdição, a própria empresa fica responsável pela vigilância”, explicou o secretário. Ainda de acordo com Arruda, a partir do laudo que será elaborado pela Defesa Civil, as instituições serão convocadas para reforçar a vigilância no imóvel.

“Isso é algo que está ficando comum”, lamentou o secretário. “Vamos ver com o prefeito a questão da demolição. Não faz sentido continuar com esses prédios de pé se já estão condenados”, considerou.

Por meio de nota, a SulAmérica informou que o edifício não é segurado pela companhia e que nunca foi responsável pela vigilância do prédio. "A única ocorrência relativa a este endereço refere-se à unidade 201 (apartamento 201), cujo proprietário citou a SulAmérica em processo judicial movido em 2006, ainda que a companhia tenha sido apenas prestadora de serviços do Fundo de Compensação e Variações Salariais (FCVS), atualmente administrado pela Caixa Econômica Federal.

A companhia pagou integralmente condenação em 08 de agosto de 2011, no valor de R$ 446.739,99. Durante o curso do processo, a SulAmérica também efetuou pagamentos de aluguel para o autor no valor mensal de R$ 480,00. O valor da condenação pago pela companhia foi integralmente reembolsado à seguradora pela Caixa Econômica Federal.
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