App monitora andada reprodutiva do guaiamum e caranguejo-uçá

É no período de defeso, que ambas as espécies saem de suas tocas para acasalamento, tornando-se vulneráveis a capturas

GuaiamumGuaiamum - Foto: Temas da Geografia Escolar

A fim de criar um banco de dados atualizado e mais preciso, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) criou uma ferramenta que dá a possibilidade de qualquer pessoa auxiliar no monitoramento do caranguejo-uçá e guaiamuns no litoral brasileiro. Gratuito, o aplicativo Remar surge para apoiar pesquisadores a elaborar previsões certeiras das datas de ocorrência de andadas (período reprodutivo) e, com isso, orientar a criação de defesos adequados para ambas as espécies.

Do ponto de vista econômico, os crustáceos sustentam milhares de comunidades extrativistas. Os defesos são importantes porque, durante as andadas, caranguejos e guaiamuns saem em massa das tocas para procurar se acasalar. É justamente nesse período que as espécies ficam mais vulneráveis e podem ser facilmente capturadas.

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Baixado o aplicativo, que está disponível no Google Play (apenas para Android), o envio de informações é simples: basta clicar, num calendário, a data da observação e registrar o local da ocorrência. Atualmente a captura de caranguejos é proibida em torno da lua cheia e da lua nova, porém nem sempre as andadas ocorrem nessas duas fases lunares, motivo que torna necessário entender o comportamento reprodutivo dos animais nos diferentes ciclos da lua e do sol.

De acordo com o ICMBio, o aplicativo, ao estimular o engajamento da sociedade na preservação das espécies, também possibilitará a fazer uma monitoramento mais completo, uma vez que os pesquisadores, hoje não conseguem monitorar todos os 7,5 mil quilômetros da costa brasileira.

As informações serão enviadas diretamente para um banco de dados da Rede de Monitoramento de Andadas Reprodutivas de Caranguejos (Remar), que reúne pesquisadores de oito estados do Brasil, entre eles, Pernambuco, coordenada pela Universidade de Edimburgo Napier/ St Abbs Marine Station (Escócia) e pela Universidade Federal do Sul da Bahia.

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