Aqui ninguém mexe

Apesar da passagem controversa pelo Náutico, Rony jamais foi preterido do time, não importa o período

Hora do Terror no MirabilandiaHora do Terror no Mirabilandia - Foto: Mirabilandia/Divulgação

A trajetória de Rony no Náutico é controversa e dividida em pelo menos três fases. Mas, independente do período, o atacante não perdeu a condição de intocável no time titular. Dos 45 jogos disputados pelo Timbu na temporada, o jogador de 21 anos participou de 43 e esteve ausente em apenas dois, devido a uma confusão na contagem dos cartões amarelos na Série B. Passaram pelo clube os técnicos Gilmar dal Pozzo e Alexandre Gallo, agora o comando está com Givanildo Oliveira e, com todos, ele seguiu como titular. Às vezes até mudando de função, mas sempre entre os onze na escalação inicial.
Contratado no início do ano junto ao Cruzeiro, Rony foi revelado pelo Remo em 2014. Com apenas uma temporada no profissional, chamou a atenção da Raposa e desembarcou em Belo Horizonte para compor o time sub-20 celeste. Como parte da política do clube mineiro, foi emprestado ao Náutico para ganhar experiência e evoluir tecnicamente. E a finalidade está sendo alcançada.
A primeira fase do atacante do Náutico foi marcada pela alta velocidade e a falta de gols, com Dal Pozzo à frente do time. Durante o Campeonato Pernambucano, na ponta direita, pouco entrava na área e balançou as redes apenas na partida contra o América, no Hexagonal do Título. Com Gallo, o posicionamento em campo seguiu o mesmo, porém, o treinador pediu mais infiltração em diagonal na direção da meta adversária. O número de tentos do atleta aumentou consideravelmente, assim como a quantidade de chances perdidas. Foram sete anotados e vários desperdiçados. Rony ficou marcado pela torcida, embora nunca tenha deixado de ter uma função importante ao puxar contra-ataques, marcar a saída de bola e sempre aparecer para o jogo.

Em constante evolução, o camisa 7 chegou ao seu melhor momento com a camisa do Náutico sob o comando de Givanildo Oliveira. Tornou-se um segundo atacante, mas sem abandonar a faixa direita do campo e mantendo as características de velocidade. Marcou três gols em dois jogos seguidos, deu assistências e finalmente caiu na graça do torcedor. A valorização chegou junto à ascensão da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, Rony não se empolga com os elogios, como também não ficou abatido no momento ruim.

“É até complicado explicar porque, de uma hora para outra, a gente vira craque. Mas as críticas não me abalavam, eu não deixava subir para cabeça, não levei para o lado psicológico. Nem mudei a forma de jogar. Continuei trabalhando e treinando. Estou fazendo bem a função, fico feliz pelas novas conquistas e agora quero dar continuidade para crescer ainda mais”, assegurou.

A tranquilidade em passar por esta montanha russa, apesar da pouca idade, também lhe dá o direito de reconhecer a sua importância na configuração do Timbu em campo. “É como o treinador e Kuki falam: sou uma peça importante. Fundamental na frente por ser a válvula de escape da equipe. Fico contente por isso e pretendo seguir fazendo bem, segurando a bola na frente. Tenho confiança em mim de que posso contribuir com o Náutico”, afirmou Rony.

A humildade, ressaltada a cada palavra, faz parte da personalidade do atacante. É com os pés no chão que ele quer manter o rendimento e levar o Náutico à Série A. “Vamos trabalhar e focar nos próximos jogos. Com muita seriedade porque o nosso objetivo final é comemorar o acesso. Se Deus quiser, vamos conseguir no dia 26”, concluiu.

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