Notícias

Arena Porto pode ser autorizada

Projeto da Arena Porto foi readequado, e o empreendimento está a um passo de sair do papel, em Porto de Galinhas

Empreendimento semelhante a um centro de convenções ocupará área de 22,7 mil m² em terreno de 420 mil m² Empreendimento semelhante a um centro de convenções ocupará área de 22,7 mil m² em terreno de 420 mil m²  - Foto: Arthur de Souza

A instalação da Arena Porto, empreendimento projetado nos moldes de um centro de convenções às margens da PE-09, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, está a um passo de sair do papel. A concessão do licenciamento ambiental está respaldada no zoneamento do Plano Diretor que, segundo a prefeitura, dá aval para o terreno receber esse tipo de projeto. Com capacidade para sete mil pessoas, o empreendimento ocupará 22,7 mil m² dos 420 mil m²²que possui a propriedade.

A apresentação dos detalhes técnicos do novo projeto da Arena, feito por meio de um Estudo Técnico Ambiental (ETA), ocorreu nessa terça-feira (11), em audiência pública em Porto de Galinhas. O ETA, segundo a prefeitura, é adequado ao porte da arena e dispensa a necessidade de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). A readequação do projeto pela Luan Promoções e Eventos Ltda, empresa à frente da obra, atende, quase dois anos depois, uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco.

Leia também:
TJPE suspende finalização de terraplanagem da Arena Porto e notifica Luan Promoções
Decreto pode permitir obras da Arena Porto


Em janeiro do ano passado, conforme publicado pela Folha, o órgão estadual encarregou a gestão anterior de anular todas as autorizações concedidas para as obras da Arena Porto, uma vez que a Luan não havia apresentado estudos eficientes de impacto ambiental e agido de encontro à legislação ambiental ao terraplanar a área sem licença - infração que resultou no embargo da obra pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Etapa obrigatória e preliminar ao processo de obtenção da licença ambiental, a audiência pública foi realizada a fim de esclarecer aos moradores o projeto e recolher críticas e sugestões sobre a arena.

“Do ponto de vista técnico, o ETA e o Plano Diretor apontam para a viabilidade da arena na propriedade. Mas vamos considerar tudo o que foi dito na audiência, tanto pelos moradores quanto pelos empreendedores, e só após estudar o caso veremos se será possível conceder a licença prévia”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Ipojuca, Erivelto Lacerda. Realizado em meio a polêmicas e protestos, a audiência contou com a participação de instituições ambientais como a Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), que atua há mais de 40 anos a favor das causas ambientais.

“Mais um empreendimento, e que vai causar um movimento de sete mil pessoas. O que vai ser do nosso balneário? O estudo não detalha os impactos negativos dessa pressão”, criticou um dos membros da Aspan, Sinésio Araújo, também morador da região. Movimentos contrários à instalação do empreendimento, como o “Fora Arena Porto”, também marcaram presença na audiência. “A construção dessa arena abrirá precedentes para outros tipos de empreendimentos semelhantes”, protestou um dos integrantes da organização Milton Petruczok.

O local, segundo a CPRH, é uma área frágil por, principalmente, resguardar alagados que alimentam o rio Merepe e, consequentemente, salvaguardam o mangue e a fauna local. Ao longo da apresentação do projeto, o engenheiro agrônomo à frente da coordenação técnica do ETA, João Carlos Montenegro, reforçou que os impactos não serão proporcionais aos inúmeros benefícios que trará o novo empreendimento, do ponto de vista econômico e turístico. E que, do ponto de vista ambiental, não houve supressão de vegetação nativa, uma vez que a vegetação predominante é de coco-da-bahia e braquiárias.

“Não chegamos no lugar querendo construir e pronto. Estamos respaldados tecnicamente por estudos e levantamentos históricos, e a obra vai ser fiscalizada pela prefeitura e Ministério Público”, disse. Entre as propostas, a Luan Promoções deu sugestões para melhorar a mobilidade em Porto de Galinhas, tendo em vista a movimentação que o empreendimento vai gerar na região. A implantação de uma rotatória, alças de acesso de via dupla e vicinais para desafogar a PE-09 foram colocadas como sugestões ao público.

Veja também

Por causa das chuvas, Olinda suspende, temporariamente, dois pontos de vacinação
Saúde

Por causa das chuvas, Olinda suspende, temporariamente, dois pontos de vacinação

Loja da Compesa da Avenida Conde da Boa Vista ganha novo endereço
Mudança

Loja da Compesa da Avenida Conde da Boa Vista ganha novo endereço