Armadilhas das línguas estrangeiras

Na sexta matéria da série Folha Educa sobre o Enem, a Folha de Pernambuco e o Colégio Marista São Luís trazem dicas sobre as provas de Inglês e Espanhol que somam cinco questões (cada), no caderno de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Fernando Monteiro (PP) e Manoel Botafogo (PDT) em CarpinaFernando Monteiro (PP) e Manoel Botafogo (PDT) em Carpina - Foto: Divulgação

Dizer que uma comida está “esquisita” pode ofender um cozinheiro brasileiro, mas agradar um chef espanhol - no caso, “exquisita”, com “x”. As palavras heterossemânticas, aquelas que parecem significar uma coisa e dizem outra, são as que mais costumam confundir quem está se preparando para a prova de espanhol do Enem.

Segundo o professor Fernando Ribot, do Colégio Marista São Luís, a estrutura de interpretação de texto nas questões de português se estende para as cinco perguntas da língua estrangeira, com o diferencial de ser ou em espanhol ou em inglês. “Ajuda ter sempre uma lista de heterossemânticos previamente pesquisadas. Mas têm muitas palavras com grafia parecida e significados iguais. É por isso que muitas pessoas que não entendem muito espanhol podem compreender e interpretar um texto na língua”, explica o professor.

Para ler, os estudantes podem esperar por tirinhas como as de Mafalda, do cartunista argentino Quino. É bom ficar atento às quatro habilidades exigidas: saber relacionar o significado da palavra com o tema do texto, identificar a intenção do autor e objetivo do texto, entender o contexto cultural e fazer relações dos múltiplos contextos culturais. “A língua estrangeira pode ser um reforço da própria língua portuguesa. Sobretudo espanhol, que é uma língua latina, tem a mesma gramática. Mas no geral, a tendência no Brasil é um de cada quatro ou um de cada cinco escolher espanhol, o restante prefere inglês”, aponta.

Por não ter domínio na língua inglesa, o estudante Pablo Camelo, 17 anos, que fará vestibular para Medicina, optou pelo idioma de Dom Quixote para o Enem, mas admite que as palavras parecidas distraem na hora da leitura. “A maior dificuldade é reconhecer as palavras. Se o fera utilizar o raciocínio da língua matriz, interpreta o texto de forma equivocada”, diz. Mariana Dubeux, 16, que também vai concorrer a uma vaga em Medicina, escolheu estudar inglês por causa da influência de séries de TV, filmes e músicas. “Mas por maior que seja a sua bagagem, sempre tem palavra desconhecida”, conta.

Os falsos cognatos, as palavras em inglês que parecem com verbetes do português, também são motivo de atenção dos estudantes. “Por exemplo, uma palavra em inglês, ‘pretend’, é a mesma coisa que ‘pretende’, só tira o “e”. Todo mundo pensa que significa pretender. Uma análise rápida, ele se engana, já que a palavra significa ‘fingir’”, esclarece o professor Marilson Corcino.

A cultura pop, como as músicas do cantor norte-americano Bob Dylan, também pode ser um dos assuntos abordados nos textos da prova de inglês, segundo o professor. Caso o estudante fique preso em alguma palavra cuja tradução e significado desconheça, a dica é ter foco e tentar prestar atenção no contexto. “Não dá para ficar preso à palavra que não entende. É melhor ir para o comando da questão, o enunciado, que já dá uma pista bem clara sobre a resposta”, finaliza.

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