Arrascaeta diz que leva coisas positivas do Cruzeiro

Meia do Flamengo foi vaiado durante a partida do Uruguai contra o Equador no Mineirão, neste domingo (16)

Arrascaeta é jogador do Flamengo e não saiu do banco na estreia do Uruguai na Copa AméricaArrascaeta é jogador do Flamengo e não saiu do banco na estreia do Uruguai na Copa América - Foto: Marcelo Cortes/Flamengo/Divulgação

Desde que sua foto apareceu no telão com a escalação até o aquecimento atrás do gol, o meia uruguaio Giorgian De Arrascaeta foi alvo de vaias e gritos que o chamavam de "mercenário". Lançados por torcedores brasileiros durante partida entre Uruguai e EquadorUruguai e Equador, neste domingo (16), no Mineirão.

Artilheiro do novo Mineirão, com 30 gols anotados, a troca do Cruzeiro pelo Flamengo ainda não assentou bem entre os mineiros. A transação custou em torno de R$ 80 milhões, a maior da história do futebol brasileiro.

O técnico Óscar Tabárez afirmou depois do jogo que o estádio não era mesmo o melhor lugar para colocar Arrascaeta em campo. O jogador, em conversa com jornalistas, na saída, tentou minimizar o ocorrido e disse que era de se esperar, pela forma como deixou o Cruzeiro.

"Fico com as coisas positivas, com aquilo que dei ao clube, com as coisas importantes que conquistei, com a história que pude fazer aqui. Cada um pode dizer o que quiser", declarou ele.

Arrascaeta disse que estava pronto para jogar, mas parabenizou a equipe pela goleada de 4x0, o maior placar da Copa América até agora. O goleiro Fernando Muslera, aniversariante do dia, também comemorou a noite "tranquila" que os colegas garantiram. "Tudo [foi bem], da defesa ao ataque e fiquei muito feliz com a noite que eu tive que foi muito tranquila", afirmou.

O destaque da noite uruguaia em Belo Horizonte ficou com Edinson Cavani, eleito melhor jogador da partida. Aos 33 minutos do primeiro tempo, ampliou o placar marcando o segundo gol da Celeste. A comemoração foi fazendo gesto de arco e flecha, em homenagem à filha Índia, nascida há um mês.

Sobre o favoritismo do Uruguai, aquecido com o placar largo, Cavani reconheceu que faz parte da história já que a equipe é a maior vencedora da competição, com 15 títulos. "Quando te colocam [nesse lugar de favorito] é por algo. Temos que seguir com a cabeça que sempre tivemos, com os pés no chão, sabendo bem o que temos. As pessoas que digam o que quiserem, nós, dentro do grupo, sabemos para o que estamos", avaliou.

Sem motivo para comemorar, a seleção do Equador não quis falar com a imprensa no fim do jogo. Na saída do vestiário, a maioria dos jogadores também passou reto pela área onde estavam os jornalistas. A derrota veio ainda com o peso de um gol contra, marcado por Arturo Mina, e com uma expulsão logo aos 22 minutos de partida.

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"Continuar com um homem a menos muda muito. Queríamos seguir e manter a ideia, mas não conseguimos. São situações do jogo, agora temos que seguir adiante", declarou à Folha o zagueiro Gabriel Achilier.

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