Arrastão do frevo marca encerramento do Carnaval do Recife

Público mostrou disposição para aproveitar até os últimos minutos da festa popular e viu o sol raiar ao som da orquestra do maestro Spok com mais de 200 músicos

Encerramento do Carnaval do RecifeEncerramento do Carnaval do Recife - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

A quarta-feira de cinzas chegou depressa para os foliões pernambucanos, mas ela não foi tão ingrata assim para quem aproveitou o encerramento do Carnaval no Marco Zero, no Recife, entre a noite da última terça-feira (31) e a madrugada desta quarta-feira (1). O público mostrou disposição para aproveitar até os últimos minutos da festa popular e viu o sol raiar ao som da orquestra do maestro Spok com mais de 200 músicos.

É o caso da aposentada Virgínia Jaborandy, 52 anos. Pela primeira vez, ela é o marido acompanharam o arrastão do Carnaval. Para ela, a comemoração ajuda a amenizar a tristeza com o fim do Carnaval. "Sempre vim pro show e ia para casa, mas, dessa vez, resolvemos ficar. E a sensação não poderia ser melhor, meu coração está batendo a mil agora", revelou.

O encerramento da festa de Momo no palco principal do Recife Antigo teve início com a apresentação do maestro Duda, reverenciando as canções tradicionais do carnaval pernambucano. Em seguida, o cantor Geraldo Azevedo entoou seus sucessos como Dia Branco e Bicho de Sete Cabeças.

Homenageado do Carnaval de Olinda deste ano, Alceu Valença fez um show energético na Capital pernambucana. Seus sucessos eram cantados com tanta empolgação pelo público que o cantor não resistiu e sacou seu celular por diversas vezes para filmar a plateia. Ao ver o público cantar "Voltei Recife", ele sapecou: "Essa eu vou filmar para postar no meu Facebook", brincou.

A cantora Elba Ramalho foi a última atração a subir ao palco. Com sua versatilidade e energia, ela propôs ao público "um passeio pelo Brasil, cantando os ritmos de todas as regiões do País". E não decepcionou. No palco, ela cantou frevo, mangue beat, axé, forró, ciranda e maracatu. Em determinado momento, Elba tirou seus sapatos para ficar mais à vontade diante do público.

A presença de Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Elba Ramalho no mesmo dia lembrou a formação do projeto Grande Encontro, que teve a participação dos cantores. Nos bastidores, a cantora manifestou o desejo de uma performance conjunta dos artistas em seu show, mas admitiu que a não dependia somente dela a ideia. "Temos uma história em comum. Não é somente um projeto para ganhar dinheiro", disse Elba.

Por volta de quatro horas da manhã, o maestro Spok começou a convocar músicos, passistas de frevo, grupos de maracatu para o palco. Uma formação tão plural e volumosa como a diversidade e grandiosidade do próprio Carnaval pernambucano. Durante a apresentação, fogos deram o tom da celebração da festa carnavalesca. Por fim, o grupo deixou o palco para levar os foliões para a apoteose do Carnaval ao som de muito frevo. Um tom que não foi de adeus, mas até logo. Nos vemos no Carnaval de 2018.

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