DESAFIO

As cinco missões de Daniel Paulista à frente do Sport

Novato no cargo, o ex-auxiliar terá pouco tempo para conseguir salvar o Leão do rebaixamento

TradutorTradutor - Foto: Galeria Distribuidora

Com a solução caseira de efetivar o auxiliar Daniel Paulista, o Sport definiu quem será o responsável na missão de tentar livrar o time do rebaixamento. Restando oito rodadas para o fim da competição, o Leão precisa vencer quatro partidas para conquistar 12 pontos e assim somar um total de 46, o que seria suficiente, segundo os matemáticos, para livrar qualquer clube da queda. O detalhe é que restam justamente mais quatro duelos na Ilha do Retiro. Ou seja, se fizer o dever de casa com perfeição, os rubro-negros se livram do tão temido rebaixamento.

E para conseguir êxito, o novo treinador tem algumas tarefas delicadas para superar.

1 – Vencer a desconfiança de boa parte dos rubro-negros

Com uma belíssima história como jogador do Sport, Daniel Paulista não possui experiência “do outro lado do balcão”. Diferentemente de Eduardo Baptista, que já havia acompanhado o pai Nelsinho Baptista, por outros clubes desde 1998, Daniel encerrou a carreira em 2014 e no mesmo ano virou auxiliar-técnico do clube. Pegou apenas três treinadores diferentes (Eduardo Baptista, Paulo Roberto Falcão e Oswaldo de Oliveira). Uma possível primeira derrota seria o suficiente para a cobrança vir dobrada.

2 – O estilo calmo é contestado no momento
Sereno e paciente desde a época de jogador, Daniel é um cara que dificilmente se exalta. Para alguns leoninos, um estilo mais “explosivo“ era o ideal para esta missão de oito jogos. No desespero, alguns rubro-negros pediram Lisca ou Milton Mendes, dois exemplos de profissionais “enérgicos”.

3 – Recuperar a motivação do grupo
Além de desorganizado, o que se viu dos Sport nos últimos jogos foi um time apático, por diversas vezes desinteressado na partida. Nos bastidores, a informação é que muitos atletas torciam pela efetivação de Daniel Paulista, pois ele é muito bem quisto pelo elenco. Resta saber se ele conseguirá transformar esse carinho em dedicação dos jogadores.

4 – Aposta alta da diretoria
O feitiço pode se virar contra o feiticeiro. Toda a confiança depositada pela diretoria, às vésperas de uma eleição, pode ser demasiada para a cabeça de alguém inseguro. Ter equilíbrio com um possível primeiro revés é fundamental para que o novo treinador leonino não desande.

5 – O alto aproveitamento necessário para salvar o Sport

O Leão precisa de 50% de aproveitamento para se livrar da degola, necessitando de 12 dos 24 pontos em disputa. Em todas as sete edições que disputou a Série A desde o começo dos pontos corridos, apenas Paulo Roberto Falcão, no ano passado, conseguiu um aproveitamento igual ou superior a isso, com 66% na reta final da Série A. Os que chegaram mais perto disso foram Geninho, em 2007 (com 47%) e Nelsinho Baptista, em 2008 (com 45%).

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