As mágoas que João Lyra guarda do PSB

O ex-governador João Lyra Neto acha que o governo Paulo Câmara não foi correto na campanha eleitoral de Caruaru

Senador Armando Monteiro Neto (PTB)Senador Armando Monteiro Neto (PTB) - Foto: Ana Luisa Souza/Divulgação

O ex-governador João Lyra Neto está feliz, e não poderia ser de outra forma, com a vitória da filha, Raquel, para a prefeitura de Caruaru, mas continua inconformado com o comportamento do governador Paulo Câmara e de alguns de seus auxiliares no curso da campanha. O fato de Câmara ter tomado o partido de Raquel para entregá-lo a Laura Gomes, às vésperas do prazo para troca de legenda, já foi superado. Mas o que se fez para tentar impedir a vitória dela, ainda não. O ex-governador cita apenas dois casos: a presença “eleitoreira” do governador no horário político de Tony Gel prometendo a construção de uma adutora para solucionar a crise hídrica do município e o envio de cinco viaturas da PM, no dia anterior à eleição, para o local em que estava reunido o setor jurídico da campanha, como forma de intimidar seus advogados. João Lyra chegou a ensaiar uma reação mais forte contra o militar que comandava a operação,
mas foi desaconselhado.
O ex-governador João Lyra Neto acha que o governo Paulo Câmara não foi correto na campanha eleitoral de Caruaru

O desabafo de Antonio Campos
Por conhecer o “temperamento explosivo” do advogado Antonio Campos e sua disposição para não abrir parada, a direção estadual do PSB não pretende polemizar com ele sobre o resultado da eleição de Olinda. Ele contou a esta “Folha”, em 1ª mão, que foi sabotado pelo seu próprio partido e que vai levar o caso ao conhecimento do presidente nacional, Carlos Siqueira, de quem espera providências.

Unidade > O vice-presidente estadual do PSB, Luciano Vasquez, adotou a neutralidade no 1º turno de Caruaru, mas no 2º ficou com Raquel Lyra (PSDB). Ele continua convencido de que o PSB vai entrar, a partir de agora, num grave processo de divisão interna e que somente Ana Arraes poderá reunificá-lo.
Sumiço > Desde que perdeu a reeleição, em Palmares, para o empresário Altair Júnior (PMDB), o prefeito João Bezerra (PSB) tem sido visto pouco na prefeitura. Ele foi uma das apostas do PSB que deram errado.
Reunião > Até ontem, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, não havia marcado reunião do partido para avaliar o resultado do pleito. O PSB elegeu 70 prefeitos, incluindo o da capital,
Geraldo Júlio.
É cedo > O vereador Arlindo Siqueira (PSL) nega que já tenha sido convidado para fazer parte da equipe do prefeito eleito Lupércio (SD). “A única coisa que desejo é que ele faça um grande governo”, disse.

Balanço > Dias 10 e 11/11 o PT reunirá sua direção nacional, em SP, para avaliar o resultado do pleito. O partido, como bem observou Aécio Neves (PSDB), foi praticamente “dizimado” nessas eleições. Elegeu apenas 1 prefeito de capital (Rio Branco) e das 90 maiores cidades do país vai governar apenas uma.
Fraqueza > João Lyra Neto decepcionou-se com muitos auxiliares do governo Paulo Câmara que foram a Caruaru participar da campanha de Tony Gel (PMDB). Mas quem mais o decepcionou foi o secretário Fred Amâncio (Educação), que foi um dos seus protegidos no governo de Eduardo Campos.
Parceria > O prefeito eleito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), não pretende continuar a briga com a Compesa pelo direito de explorar os serviços de água e esgoto do município como fez o seu pai, Fernando Bezerra, e o atual prefeito Júlio Lossio (PMDB). Deseja trabalhar em parceria, desde que a direção da empresa invista no município parte dos lucros que obtém. Se continuar da forma que está, a questão poderá ser novamente “judicializada”.

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