Assembleia Nacional da Venezuela apoia acordo petrolífero com Estados Unidos
EUA terá acesso a parte importante da produção venezuelana
A Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo governo, respaldou nesta terça-feira (1º) o acordo petrolífero que cede aos Estados Unidos a exploração de um quinto das reservas de petróleo do país, constatou uma jornalista da AFP.
O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, anunciou a aprovação em votação por levantamento de mãos, com a abstenção de cerca de uma dezena de parlamentares da oposição.
O acordo concede aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela.
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Os deputados da oposição que se abstiveram afirmam que esperam conhecer os detalhes do contrato, que foi anunciado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e imediatamente confirmado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
"Como deputados eleitos pelo povo, temos a necessidade e a obrigação de saber o que, no âmbito jurídico, é chamado de letra miúda", disse o deputado opositor Luis Emilio Rondón, do Nuevo Tiempo.
Ele exigiu "o texto integral e completo" para poder avaliá-lo de maneira técnica.
O presidente da Assembleia criticou a postura da oposição e afirmou que o acordo com os Estados Unidos é necessário devido aos altos investimentos exigidos pela produção de petróleo.
"É preciso muito dinheiro, que a Venezuela não tem", e são necessárias "novas tecnologias para a produção desse petróleo", afirmou.
Rodríguez repreendeu aqueles que, segundo ele, "sonharam que esse petróleo ficasse debaixo da terra, pois podem ir abandonando essa ilusão, porque o que vem pela frente é uma produção de petróleo em níveis nunca vistos", disse Rodríguez durante seu discurso.
Ele afirmou que, no futuro, a Venezuela crescerá mais do que o restante dos países da região.
O acordo petrolífero, apresentado como "histórico" por Trump, proporcionará à Venezuela ganhos de 209 bilhões de dólares (R$ 1,07 trilhão) em 25 anos, afirmou a presidente Delcy Rodríguez.
Está previsto que o secretário americano de Energia, Chris Wright, chegue à Venezuela na noite desta terça-feira, provavelmente para assinar o acordo na quarta-feira.

