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Associação pedirá elogio a policiais que mataram onze após assalto a banco

Para a associação de policiais civis, houve "dedicação excepcional no cumprimento do dever, transcendendo ao que é normalmente exigível"

Homens estavam em residência quando foram mortos por policiaisHomens estavam em residência quando foram mortos por policiais - Foto: Reprodução/Facebook

A Associação dos Servidores da Polícia Civil (Aspol) de Alagoas pediu a concessão de elogio público aos policiais que participaram de uma ação em que 11 suspeitos foram mortos após um assalto a banco em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco, na última quinta-feira (8).

Para a associação, houve "dedicação excepcional no cumprimento do dever, transcendendo ao que é normalmente exigível", com risco à segurança pessoal dos policiais. "Graças a Deus, os policiais cumpriram com seu mister constitucional e saíram com vida, o que demonstra que a polícia se encontra preparada", declarou o presidente da Aspol, Hebert Melanias, para quem a ação policial foi legítima.

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O confronto ocorreu durante a Operação Cavalo de Troia, que pretendia desarticular uma quadrilha de roubo a bancos com atuação no sertão nordestino. Por volta das 15h de quinta, os policiais cercaram uma casa em Santana do Ipanema, no sertão de Alagoas, onde os suspeitos estavam escondidos, a fim de render o grupo.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, os criminosos responderam com tiros de fuzil, e os policiais revidaram. Nenhum policial ficou gravemente ferido. "Eles dispararam sem nenhuma técnica. A Polícia Civil tem todo o preparo", afirmou, na sexta (9), o delegado Fábio Costa, um dos responsáveis pela operação.

No local, foram apreendidos dois fuzis, quatro espingardas, pistolas, coletes à prova de bala e explosivos. Pelo menos três dos mortos eram procurados pela Polícia Federal, suspeitos de terem participado de assaltos a bancos em outros estados, segundo o delegado.

Crítica da OAB
A operação foi criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, que pediu esclarecimentos sobre o episódio. Em ofício enviado à Secretaria da Segurança Pública, o advogado Ricardo Moraes, presidente da Comissão de Direitos Humanos, menciona imagens que circulam nas redes sociais, que mostram corpos amontoados dentro da casa e na caçamba de uma caminhonete apreendida no local. Boa parte dos mortos aparece apenas de cueca.

"A OAB Alagoas [...] enfatiza uma grande preocupação com a divulgação das referidas fotos, que são chocantes", escreveu Moraes, para quem as imagens levantam hipóteses sobre o caso e "demonstram um verdadeiro desprezo pela vida humana".

Investigações
A Polícia Civil instaurou uma comissão para apurar as circunstâncias do episódio. Policiais que atuam em Alagoas defenderam os colegas. Eleito deputado estadual pelo PSL, o policial militar Cabo Bebeto afirmou que os colegas "agiram com cautela, inteligência e bravura", "mesmo diante de toda a dificuldade enfrentada no dia a dia e ainda diante de uma situação extremamente tensa e delicada". Segundo ele, os policiais agiram dentro da lei, já que atiraram apenas para revidar os tiros dos suspeitos.

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