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AMÉRICA DO SUL

Seis pessoas, incluindo um bebê, morrem em ataque armado na praia do Equador

O ataque ocorreu na cidade de Puerto López, na província de Manabí, um destino turístico popular para a observação de baleias

O Equador negocia um novo programa com os Estados Unidos para receber 300 pessoas por ano com status de refugiados naquele paísO Equador negocia um novo programa com os Estados Unidos para receber 300 pessoas por ano com status de refugiados naquele país - Foto: Luis Acosta/AFP

Seis pessoas, incluindo um bebê de cerca de dois anos, morreram neste domingo (28) em frente a uma praia turística no sudoeste do Equador durante um ataque armado com fuzis que também deixou três feridos, informou a polícia.

O ataque ocorreu na cidade de Puerto López, na província de Manabí, um destino turístico popular para a observação de baleias, em meio a uma onda de violência neste fim de semana que deixou ao menos nove mortos, segundo a imprensa local.

Por volta das 9h locais (11h de Brasília), vários homens armados com fuzis automáticos, que se deslocaram em um caminhonete e duas motocicletas, chegaram ao calçadão da cidade e abriram fogo contra um grupo de pessoas que se encontravam no local.
 

Seis pessoas morreram e outras três vítimas feridas, disse à imprensa o coronel William Acurio, comandante da polícia na região. Entre as vítimas há um bebé de “aproximadamente dois anos”, acrescentou.

Após os disparos, os agressores “fugiram”, acrescentou o coronel. A polícia ainda investiga seu paradeiro e as denúncias do ataque. Uma das motocicletas usadas no crime foi encontrada pelas autoridades abandonada.

As primeiras investigações apontam para “disputas internacionais entre estruturas criminosas”, indicou a polícia em comunicado.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, defende uma política dura contra o crime organizado e declarou o país em conflito armado interno contra os grupos criminosos.

Mas, quase dois anos após a militarização do país, a violência não cessa. As chacinas e confrontos armados em bairros e espaços públicos são habituais, e o país encerrará o ano com uma taxa de homicídios recorde de 52 por cada 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.

O Equador ganhou protagonismo no narcotráfico internacional por sua localização estratégica, como porta de saída da cocaína colombiana e peruana que é vendida na Europa e nos Estados Unidos.

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