Até Nelsinho deve estar assustado com esse time do Sport

Falta de competitividade do Sport é o que mais deve preocupar torcedores e dirigentes nesta fase crítica que o time atravessa

Nelsinho Baptista Nelsinho Baptista  - Foto: Marcos Pastich/Arquivo Folha

Pobre de marré deci. Eis o futebol que o Sport está jogando. O torcedor rubro-negro anda triste e preocupado. A qualidade do jogo do Leão é tão simplória que se estivesse na Segunda Divisão provavelmente não subiria para a Primeira. E nesta dificilmente vai se manter, caso não haja uma mudança radical. O empate com o lanterna Belo Jardim, na última quarta-feira, foi a gota d'água para quem esperava uma exibição melhor.

Nelsinho Baptista deve estar questionando seus botões: "Onde é que me meti?"

Há dez anos, ele viveu um sonho na Ilha do Retiro. Chegou no início do ano e encontrou ali um time com jogadores competitivos. Romerito, Dutra, Sandro Goiano, Carlinho Bala, Durval em sua plenitude técnica e física.

Esses jogadores faziam a diferença. O Sport brigava pela bola em todos os espaços, não se rendia com facilidade. Antes de ser uma equipe com exuberância técnica, era um grupo de jogadores focados na vontade de vencer, no futebol solidário, um jogava pelo outro, e o time inteiro não se entregava diante das adversidades

Foi assim que numa emocionante disputa de quartas de final, o Sport eliminou o Internacional, nitidamente melhor em termos técnicos e com um jogador a mais. Virou um jogo perdido, obtendo a mais simbólica vitória daquela histórica campanha que o levou ao título da Copa do Brasil.

Eis a diferença entre este e aquele time. A queda de nivel técnico é pequena, mas a falta de competitividade deste grupo em relação aquele é escandalosa. E se há algo que o torcedor do Sport não suporta é ver um time sem vontade de lutar em campo.

A camisa rubro-negra é considerada um manto sagrado pela torcida. Só estará apto a vesti-la aquele que pode doar-se completamente. Os que não desejam devem ficar longe dela. Daí, não se pode esperar outra atitude da diretoria do clube senão indicar a porta da rua aos jogadores que estão demonstrando interesse em sair, casos de Rithely e André, por exemplo.

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