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Ativistas contra corrupção de 63 países criticam ataques de Bolsonaro à sociedade civil

O alerta foi lançado na 18ª Conferência Internacional Anti-Corrupção nesta quarta (23) em Copenhague, na Dinamarca

Jair Bolsonaro: "Queremos dar um passo, por menor que seja"Jair Bolsonaro: "Queremos dar um passo, por menor que seja" - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um documento assinado por 170 especialistas no combate à corrupção de 63 países critica os ataques do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) à sociedade civil e as ameaças dele de tratar como "terroristas" entidades e movimentos sociais.

O alerta foi lançado na 18ª Conferência Internacional Anti-Corrupção nesta quarta (23) em Copenhague, na Dinamarca.

Bolsonaro fez essa ameaça no último domingo, quando disse a apoiadores que estavam reunidos na avenida Paulista, em São Paulo, que no seu governo o MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) seriam tratados como "terroristas".

Os especialistas dizem no documento "expressar nossa rejeição a qualquer tentativa de ameaça à liberdade e à segurança da sociedade civil organizada e jornalistas investigativos e à legitimidade das instituições democráticas".

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Os ativistas pedem que os dois candidatos implementem, quando chegarem ao poder, "uma política de respeito aos direitos do cidadão assim como às organizações que representam a sociedade civil".

O documento pede que Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) apoiem e garantam avanços na luta contra a corrupção e pelo fim da impunidade", representada pela Operação Lava Jato.

O manifesto cobra instituições e entidades internacionais para que elas se mantenham "vigilantes e impeçam qualquer intenção de reduzir o espaço da sociedade civil no Brasil e em outras partes do mundo"

Em 2016, quando esse conferência foi realizada no Panamá, a força-tarefa da Lava Jato recebeu um prêmio da Transparência Internacional como a experiência mais exitosa internacionalmente naquele ano.

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