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Atos de vandalismo na UFPE são inaceitáveis

O reitor Anísio Brasileiro de recusa a acreditar que os atos de vandalismo foram praticados por estudantes

O processo de coaching acelera realização de metasO processo de coaching acelera realização de metas - Foto: Arte FolhaPE

Os atos de vandalismo praticados por estudantes contra a UFPE estão sendo apurados pela Polícia Federal a pedido do reitor Anísio Brasileiro. A pretexto de protestar contra a PEC 55, aprovada pelo Congresso, que estabelece limite para os gastos públicos, estudantes ocuparam duas dependências da Universidade, há dois meses, e só deixaram o local na última sexta-feira após destruírem perversamente uma parte de suas instalações. Desde o início da ocupação, diga-se de passagem, a UFPE foi tolerante com essas pessoas, em respeito, segundo o reitor, ao “idealismo” da juventude. Mas respeitar o idealismo é uma coisa e ser tolerante com atos de vandalismo é outra muito diferente. O saldo de destruição está disponível no local para quem quiser ver. Mas o tolerante reitor ainda se recusa a acreditar que ele tenha sido praticado por estudantes. O protesto é legítimo e democrático, mas a destruição do patrimônio público, não.

O reitor Anísio Brasileiro de recusa a acreditar que os atos de vandalismo foram praticados por estudantes

Intolerância com os contrários
Estudantes da UFPE que se dizem “de esquerda” têm se revelado intolerantes com professores que não pensam como eles. Um desses professores, da área de Ciências Humanas, quase foi agredido fisicamente porque se declara “antipetista”, “conservador” na questão dos costumes e “liberal” no pensamento econômico. Isso, numa universidade, é a coisa mais normal do mundo, menos na UFPE.

Incômodo > Filiado ao PSD, que é presidido em Pernambuco por André de Paula, o deputado Álvaro Porto incomoda mais o Governo do Estado do que o próprio líder da oposição Sílvio Costa Filho (PRB). Porto não poupa de críticas o poderoso secretário Antonio Figueira (Casa Civil).
Viagem > Temer já fez duas viagens ao Nordeste depois que substituiu Dilma na Presidência da República (PE e AL), mas sua popularidade na região continua baixa e sem perspectiva de reversão.
Defesa > O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), um dos investigados pela operação Lava Jato, não tem dúvida de que sua defesa, já apresentada ao STF, será aceita pelo ministro Teori Zavascki.
Obras > Prestes a passar o cargo a Raquel Lyra (PSDB), o prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), marcou para hoje a inauguração de duas Unidades Básicas de Saúde na periferia do município.
Final > Prestes a encerrar sua missão à frente da Prefeitura de Gravatá, o interventor Mário Cavalcanti vai inaugurar obras no município até o próximo dia 30. Ele pretende entregar a prefeitura ao sucessor, Joaquim Neto (PSDB), prefeito eleito, em situação bem mais cômoda do que a recebeu em 2015.
Despedida > O deputado Danilo Cabral (PSB) esteve ontem em Tuparetama, no Sertão do Pajeú, para dar um abraço no prefeito não reeleito Dêva Pessoa (PSD), que integra o seu grupo. O prefeito foi derrotado pelo antecessor, Sávio Torres (PTB), ligado ao senador Armando Monteiro, por 282 votos.
Tradição > Olinda, não é de hoje, tem uma tradição que não honra o nome da cidade: começa uma obra pública e não termina. São exemplos dessa má cultura os canais da Malária e do Fragoso, o estádio do Rio Doce, etc. Essa Via Metropolitana, prometida ontem pelo ministro Bruno Araújo (Cidades), o governador Paulo Câmara e o prefeito eleito Professor Lupércio (SD), deverá quebrar essa tradição, caso seja mesmo tirada do papel.

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