Ter, 10 de Fevereiro

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Atraso na indicação do vice é perda de tempo

Governador espera uma definição do PSB para definir os nomes dos seus senadores

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Tanto o governador Paulo Câmara como o senador Armando Monteiro já poderiam ter revelado o nome do vice de suas respectivas chapas. Ambos já têm o nome na cabeça e adiar o anúncio para o próximo mês de julho é perda de tempo. O vice do governador sairá de um dos partidos da Frente Popular e o vice de Armando sairá de uma das legendas que integram a frente das oposições. Portanto, qual o motivo para tanto mistério? Por acaso o nome do vice terá o condão de revolucionar a política pernambucana? Se o vice do governador, por exemplo, for o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz, como se admite na Frente Popular, por que não anunciar logo? Ele já poderia estar se movimentando no Agreste se seu nome tivesse sido anunciado. O mesmo se diga do ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, se for confirmado o vice de Armando. Ele já estaria se mexendo no Sertão se porventura tivesse tido o nome confirmado. Ademais, vice é basicamente um cargo de composição. Se agregar eleitoralmente à chapa da qual fará parte, ótimo. Mas se não agregar também não é problema. Até porque não se vota em vice. Se não atrapalhar o companheiro de chapa, já é um grande negócio. Em relação às vagas de senador são outros quinhentos. O governador espera uma definição do PSB nacional sobre eventual aliança com o PT, para poder definir seus candidatos. E Armando parece indeciso sobre se deve confirmar ou não o nome do deputado André Ferreira para fazer companhia a Mendonça Filho.

Entre a esquerda e a direita
Ciro Gomes (PDT) pode ser falastrão, destemperado, o que for. Mas está certo ao tentar buscar apoios à esquerda e à direita a sua candidatura presidencial. Os que não fazem isto é que estão errados. Os problemas do país são tão graves que se o próximo presidente não construir uma maioria no Congresso com liberais, conservadores e esquerdistas, não governará.

De carona > A exemplo de Pernambuco, o PSDB da Bahia não terá candidato próprio a governador. Vai apoiar o candidato do DEM, José Ronaldo, que era prefeito de Feira de Santana pela quarta vez e renunciou ao mandato para concorrer ao governo estadual.

Ao Senado > O PCdoB não tem esperança na reeleição da senadora Vanessa Gaziottin (AM) e por isso vai insistir na candidatura de Luciana Santos em PE e de Jô Moraes em MG nas chapas de Paulo Câmara e Fernando Pimentel (PT), respectivamente. Ambas são deputadas federais.

A tropa > Júnior Matuto (PSB), prefeito de Paulista, está empenhado na eleição de João Campos (PSB) para deputado federal e de Francismar Pontes (PSB) para deputado estadual. Ele reuniu seus assessores nos Centro de Convenções (“minha tropa”) para apresentar seus candidatos e pediu o empenho de todos para fazê-los majoritários no município.

30 anos > O PSDB completou 30 anos na semana passada sem nunca ter lançado candidato ao Governo de Pernambuco. Em compensação, governou São Paulo durante 24 anos com os Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Chapa ideal > Assessores de Marília Arraes (PT) reconhecem que ela se tornaria uma candidata competitiva à sucessão de Paulo Câmara com Júlio Lossio (Rede) na vaga de vice, e Sílvio Costa (Avante) e Humberto Costa (PT) disputando o Senado. Mas o PT não tem interesse.

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