Aumenta fluxo de pessoas nas ruas do Grande Recife

Apesar de ter mais gente fora de casa, a maioria continua usando máscaras como forma de evitar o contágio pelo coronavírus

Feira Livre de Afogados, Zona Oeste do RecifeFeira Livre de Afogados, Zona Oeste do Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Aparentemente, aos poucos, as pessoas estão voltando a circular nas ruas do Recife. Na manhã desta terça-feira (2), segundo dia após o fim da quarentena mais rígida em cinco cidades da Região Metropolitana, já foi possível observar um número maior de veículos nas vias da Capital. Também era intensa a movimentação de pessoas em algumas paradas de ônibus. Por outro lado, a grande maioria de quem estava fora de casa continua usando máscaras como forma de evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Nos bairros da Boa Vista, Centro da Capital, e Encruzilhada, na Zona Norte, não foram encontradas aglomerações de pessoas. Contudo, era grande a movimentação de gente circulando nas calçadas e esperando coletivos nas paradas. Na região central, apesar de estarem fechadas para atendimento, algumas lojas passavam por reforma. Na Zona Norte, o fluxo de carros chamou atenção em bairros como Encruzilhada, Espinheiro e Graças.

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Em Afogados, a movimentação era tão grande que mal tinha espaço para andar nas calçadas. Até mesmo engarrafamento se formou na Estrada dos Remédios, nas proximidades do Mercado Público e da Feira Livre do bairro, onde há cerca de 14 anos trabalha a comerciante Maria Eliane da Silva, 34. Ela conta que, apesar de as vendas terem caído quase 80%, nos últimos dias, as pessoas estão indo mais à feira livre. "Mas as pessoas sempre vêm com máscaras e ficam distantes uma das outras", comenta.

Prova desse relaxamento são as taxas de isolamento social abaixo de 50% nas cidades do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe e São Lourenço da Mata, segundo levantamento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na segunda-feira (1º), primeiro dia depois do final da quarentena, a taxa de pessoas em casa caiu para 47,3% na Capital, fazendo a cidade ocupar o 20º lugar no ranking. Olinda registrou taxa de isolamento de 47,1%, ficando na 21ª colocação; enquanto São Lourenço da Mata teve índice de 44,5%, ocupando a posição 40.

Ainda segundo o Painel MPPE/In Loco, a cidade de Camaragibe teve 44,3% de taxa de isolamento. Das cinco cidades que passaram por regras mais rígidas de distanciamento, Jaboatão foi a cidade com o pior índice de isolamento social nesta segunda (1º), registrando 43,9%. Os números estão longe dos 70% considerado ideal por especialistas para manter a transmissão da Covid-19 controlada.

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