Auxiliar de pedreiro vira réu pelo assassinato da estudante Remís Costa

Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Acusado terá dez dias para apresentar defesa

Pedreiro Paulo César de Oliveira Silva, de 25 anos, foi preso acusado de matar Remís CarlaPedreiro Paulo César de Oliveira Silva, de 25 anos, foi preso acusado de matar Remís Carla - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra Paulo César de Oliveira Silva, 25 anos, e o auxiliar de pedreiro virou réu pelo assassinato da ex-namorada, a estudante de pedagogia Remís Carla Costa, 24. A decisão chegou às mãos do juiz Ernesto Bezerra, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva de Paulo César por considerar que a violência com que o crime foi praticado “demostra alta periculosidade do denunciado”.

O crime ocorreu em 17 de dezembro do ano passado, na casa do auxiliar de pedreiro, no bairro da Caxangá, na Zona Oeste do Recife. Remís chegou ao local dois dias antes e passou o fim de semana com ele. No dia do crime, o casal brigou porque a universitária queria levar o celular do ex-namorado, uma vez que o dela havia sido danificado por ele, no mês anterior, durante outra discussão.

“Por esse motivo banal”, destaca o processo, a jovem acabou esganada por Paulo César. “Ao invés de providenciar socorro, o imputado concluiu que havia matado a vítima e saiu de casa, retornando na madrugada do dia seguinte, ocasião em que enterrou o corpo da vítima no quintal”, afirma o texto da Justiça.

O corpo de Remís só foi encontrado em 23 de dezembro, em avançado estado de decomposição. Paulo César foi preso no mesmo dia. Ele estava escondido em Vicência, na Mata Norte de Pernambuco. O acusado está recolhido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. 

O processo pelo qual o rapaz responde é por homicídio, mas a Polícia Civil ainda pode indiciá-lo por feminicídio, uma circunstância qualificadora do mesmo crime que pode elevar a pena, em caso de condenação, para até 30 anos de prisão.

Conforme a Justiça, o réu terá dez dias para fazer sua defesa, por escrito. Depois, deve começar a fase de audiências do processo.

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