Avião ER-2, da Nasa, de volta ao Recife

Apesar de ter suficiente para levar três toneladas de equipamentos científicos, o ER-2 só tem vaga para um tripulante

Velozes e Furiosos 8 Velozes e Furiosos 8  - Foto: Divulgação

O avião ER-2 da Nasa retornou ao Recife depois da temporada em Walvis Bay, na Namíbia. A Capital pernambucana é parada estratégica por causa dos equipamentos de apoio à equipe disponíveis no Aeroporto Internacional dos Guararapes. A aeronave pousou durante a tarde, depois de 12 horas de voo e preparação.

Na próxima segunda, o ER-2 voa para Geórgia, nos Estados Unidos. O piloto Greg Nelson, da Nasa, foi o responsável pelo voo até o Recife. “É muito bom poder sentir o sangue circular de novo pelas pernas”, falou logo após descer da aeronave, com a ajuda da equipe.

Para coletar os dados, o ER-2 consegue chegar ao limiar da Estratosfera, uma das camadas da atmosfera situada entre 11 km e 50 km de altitude. Por causa disso, ele precisa usar um uniforme semelhante ao de um astronauta. “Ela é a única aeronave que dá para fazer coleta de dados nessa altitude. É preciso usar o uniforme para manter a pressão corporal, evitando que o líquido do nosso corpo não vire gás. Caso contrário morreríamos”, explica o piloto de pesquisa Dean Neeley, que guia o avião no trecho Recife-Geórgia.

Eles fazem parte da missão Oracles, que investiga a costa da Namíbia, um dos três lugares do planeta onde as nuvens baixas são persistentes. Os cientistas instalados lá analisam como as pequenas partículas da fumaça de queimadas terrestres se misturam às nuvens. Quando na atmosfera, elas são determinantes no aquecimento ou resfriamento do ar e água do planeta. 

Apesar de ser um avião com espaço suficiente para levar três toneladas de equipamentos científicos, o ER-2 só tem vaga para um tripulante. O traje do piloto pesa 17 quilos e tem cinco camadas, o que compromete a mobilidade e os sentidos. “O piloto não consegue sentir cheiros, comer, ouvir. Ele também enxerga e se mexe pouco”, relata o engenheiro técnico Ryan Ragsdale. O uniforme é bombeado por uma câmara de oxigênio a 250 graus celcius negativos para amenizar a temperatura corporal.

 

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