ARTE

Berlim devolve obras de arte do colecionador Gurlitt roubadas pelos nazistas

Obras foram roubadas de judeus durante o Terceiro Reich

A coleção, que inclui telas de Renoir, Cézanne, Beckmann, Delacroix e Munch, está avaliada em vários milhões de dólaresA coleção, que inclui telas de Renoir, Cézanne, Beckmann, Delacroix e Munch, está avaliada em vários milhões de dólares - Foto: Patrik Stollarz/AFP

A Alemanha devolveu aos seus proprietários 14 obras de arte do colecionador Cornelius Gurlitt identificadas como roubadas de judeus durante o Terceiro Reich, anunciou o Ministério da Cultura.

Um desenho do poeta e pintor alemão Carl Spitzweg intitulado "Das Klavierspiel" foi enviado na terça-feira (12) à casa de leilões Christie's a pedido dos herdeiros de Henri Hinrichsen, um editor de partituras musicais judeu assassinado em Auschwitz em 1942. 

A obra havia sido roubada pelos nazistas em 1939 e comprada no ano seguinte por Hildebrand Gurlitt, pai de Cornelius, próximo ao regime de Hitler.

Em 2012, durante uma operação, as autoridades descobriram a coleção de mais de 1.500 obras escondidas durante décadas por Cornelius Gurlitt.

Quatorze foram identificadas como roubadas de judeus, mas ainda existem dúvidas sobre a constituição desse tesouro.

O colecionador de arte germano-austríaco faleceu em 2014. A coleção, que inclui telas de Renoir, Cézanne, Beckmann, Delacroix e Munch, está avaliada em vários milhões de dólares.

Após sua morte, Cornelius Gurlitt nomeou o Museu de Belas Artes (Kunstmuseum) de Berna, Suíça, como herdeiro de sua coleção, mas 500 peças de origem controversa estão preservadas na Alemanha.

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