ITÁLIA

Berlusconi tinha "doença incontrolável por mulheres", disse ex; veja lista

Escândalos sexuais e envolvimento com menores marcaram a vida do ex-ministro italiano

Silvio Berlusconi em agosto de 2019, como o então presidente do partido Forza Italia Silvio Berlusconi em agosto de 2019, como o então presidente do partido Forza Italia  - Foto: Filippo Montefrorte/AFP

A polêmica vida do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, falecido nesta segunda-feira (12), aos 86 anos, foi marcada por escândalos dentro e fora da política. O magnata, que liderou três governos italianos entre 1994 e 2011, viveu uma vida rodeada de mulheres.

Além de sua mãe Rosa Bossi, muito influente em sua trajetória, o político teve seu nome marcado na Itália pelos escândalos sexuais e relacionamentos conturbados.

Carla Dall'Oglio
A primeira esposa de Berlusconi, Carla Dall'Oglio, é a mãe de Marina e Pier Silvio. O casamento, que foi selado em 6 de março de 1965, durou até 1985, quando se divorciaram. Desde então, Carla jamais deu uma entrevista ou uma declaração sobre a relação com o ex-marido. Já Berlusconi a descreveu como uma mulher de discrição admirável, cumprindo as expectativas do marido.

Silvio e Carla se viram pela primeira vez em 1964, em uma estação de transporte público, próximo à Estação Central de Milão. Em um caso descrito pelo casal como amor à primeira vista, os dois casaram já no ano seguinte, na Igreja San Giminiano, na Itália.

Veronica Lario
Berlusconi descreveu seu divórcio com a atriz Veronica Lario como o mais doloroso de sua vida. Sua segunda esposa, que na verdade se chama Miriam Raffaella Bartolini, decidiu romper o casamento, após surgirem escândalos sexuais envolvendo o nome do marido.
 

Casados de 1994 a 2009, os dois se conheceram no teatro Manzoni de Milão, propriedade de Berlusconi, em 1980, depois da peça "Il Magnifico Cornuto", na qual Veronica atuou de topless. Eles se casaram em 1990, quando ela tinha 32 anos e ele 56, após ela dar à luz aos filhos Bárbara, Eleonora e Luigi.

Após o divórcio, Silvio Berlusconi aceitou pagar uma pensão mensal de 3 milhões de euros e permitiu que ela morasse em sua casa de luxo em Milão. Veronica também criticou publicamente a paixão de Silvio por menores de idade e festas sexuais. Segundo ela, “Silvio sofre de uma doença incontrolável para as mulheres”.

Noemi Letizia
A gota d’água no casamento com Veronica aconteceu quando Berlusconi decidiu participar da festa de aniversário de Noemi Letizia, de 18 anos, em Casoria, em 2009.

O ex-primeiro-ministro da Itália se envolveu em uma grande polêmica sexual ligada a seu nome em 2011, quando investigações da imprensa italiana mostraram que o político realizava festas eróticas regadas a drogas, álcool e sexo.

O caso, conhecido como "Bunga-Bunga", contou com a participação de uma brasileira, identificada como Iris Berardi. Hoje com 30 anos, a mulher frequentava os eventos quando ainda era adolescente.

Francesca Pascale
A namorada Francesca Pascale foi oficializada em 2012, quando ela tinha 27 anos e ele 76. A ex-showgirl da emissora italiana TeleCapri fundou os círculos políticos para influenciar e administrar questões no entorno do ex-namorado. Eles estiveram juntos até 2020, quando ele foi fotografado com Marta Fascina, sua última parceira.

Atualmente, Francesca é casada desde o ano passado com a cantora Paola Turci, de 57 anos.

Marta Fascina
Ex-deputada da Forza Italia desde 2018, Marta foi a última mulher de Silvio Berlusconi, acompanhando o parceiro desde 2020, já no final da vida. A atual esposa esteve ao lado do político no tratamento da leucemia, que já o acometia há alguns anos. Ele estava internado há dois dias para realizar exames de rotina quando morreu.

Aos 34 anos, 53 a menos que Berlusconi, a jovem foi alvo da desaprovação dos filhos de Berlusconi. Por isso, este ano, Berlusconi e Marta celebraram a união em um casamento simbólico e discreto, com 60 convidados e troca de alianças, mas sem valor legal.

Rosa Bossi
Entre todas as mulheres da vida de Berlusconi, sua mãe Rosa Bossi foi talvez a mais importante. Falecida em 2008, aos 97 anos, a matriarca foi um dos ícones das campanhas eleitorais do filho. Até o fim da vida da mãe, eles almoçavam juntos em Arcore, na região da Lombardia, na Itália, todas as segundas-feiras.

Donna Rosa era o melhor comercial eleitoral de Berlusconi, especialmente, quando andava pelos mercados e contava que estava com os olhos inchados de tanto chorar. A razão por trás das lágrimas era a suposta injustiça que via seu primogênito sofrer, já que "os bandidos colocavam Silvio na cruz”, como dizia.

No panfleto eleitoral Una storia Italiana, o político contava sobre a gravidez da mãe, que aconteceu durante a guerra. Carregando o primeiro filho na barriga, ela teria enfrentado um soldado alemão para defender um conhecido, colocando-se na frente do cano do fuzil.

Após a morte de Rosa, em 2008, começam a surgir os escândalos sexuais e políticos envolvendo o nome do ex-primeiro ministro.

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