Guerra

Biden diz que espera que acordo de cessar-fogo em Gaza seja alcançado "até a próxima segunda-feira"

Até o momento, os EUA já vetaram três propostas de cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU

O presidente dos EUA, Joe Biden, durante discurso sobre a libertação de reféns de Gaza, em Nantucket, MassachusettsO presidente dos EUA, Joe Biden, durante discurso sobre a libertação de reféns de Gaza, em Nantucket, Massachusetts - Foto: Brendan Smialowski/AFP

O presidente americano, Joe Biden, afirmou, nesta segunda-feira, ter a "esperança" de que se alcance um acordo para um cessar-fogo na Faixa de Gaza na próxima semana.

Perguntado, durante uma viagem a Nova York, sobre a partir de quando poderia haver uma eventual pausa nos combates entre Israel e o grupo terrorista Hamas, Biden respondeu: "Meu assessor em segurança nacional me diz que estamos perto, não estamos lá ainda. Minha esperança é que tenhamos um cessar-fogo até a próxima segunda-feira".

Diante da grave crise humanitária em Gaza e da iminente ofensiva terrestre de Israel em Rafah — cidade no sul do enclave onde hoje se abrigam cerca de 1,5 milhão de palestinos fugindo da guerra —, novas discussões sobre um plano de paz elaborado pelos países mediadores do conflito, Catar, Estados Unidos e Egito ganharam força nas últimas semanas. A primeira etapa do plano prevê uma trégua de seis semanas, uma troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel e a entrada de comboios de ajuda humanitária em Gaza.

O Hamas exige um cessar-fogo, a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, o fim do bloqueio israelense imposto desde 2007 e a criação de áreas seguras para as centenas de milhares de pessoas deslocadas pela guerra.

O Knesset — Parlamento israelense — aprovou na quarta-feira passada, por ampla maioria, uma resolução proposta por Netanyahu contra qualquer "reconhecimento unilateral de um Estado palestino". Para o premier, tal reconhecimento equivaleria a recompensar "o terrorismo sem precedentes" do Hamas.

A votação ocorreu poucos dias depois do jornal americano The Washington Post ter afirmado que os Estados Unidos e vários países árabes estavam desenvolvendo um plano de paz global com um calendário para a fundação de um Estado palestino quando terminar a atual guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.

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