Internacional

Biden e rei jordaniano debatem mecanismos para conter violência em Israel e Cisjordânia

O presidente Biden confirmou "apoio inabalável" dos Estados Unidos à Jordânia

Joe Biden, presidente dos Estados UnidosJoe Biden, presidente dos Estados Unidos - Foto: DREW ANGERER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discutiu nesta sexta-feira (13) com o rei Abdullah II da Jordânia sobre "mecanismos" para reduzir a violência em Israel e Cisjordânia, segundo a Casa Branca. 

Os dois líderes "discutiram mecanismos urgentes para conter a violência, acalmar a retórica e reduzir tensões em Israel e na Cisjordânia", disse um comunicado.

Biden confirmou o "apoio inabalável" dos Estados Unidos à Jordânia, que considera um "aliado crucial e uma força para a estabilidade no Oriente Médio". 

Também "reafirmou seu apoio a uma solução dos dois Estados para o conflito palestino-israelense" e reforçou a "necessidade de preservar o status quo histórico de Monte del Templo/Al-Haram al-Sharif", segundo a Casa Branca. 

O presidente democrata "reconheceu o papel crucial do Reino Haxemita da Jordânia como guardião dos locais muçulmanos sagrados em Jerusalém", apontou a mesma fonte.

Por fim, os chefes de Estados discutiram os benefícios políticos e econômicos de aprofundar a integração regional nas áreas de infraestrutura, energia, água e meio ambiente. 

As tensão são particularmente altas na região, principalmente na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, onde a zona de Jenin foi marcada por confrontos durante novas operações do exército israelense.

A violência também eclodiu em Jerusalém durante o funeral da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh, morta durante uma operação israelense.

A Casa Branca afirmou que está "profundamente perturbada" pelas imagens do funeral, que mostram a polícia israelense invadindo o início do cortejo fúnebre.

"Todos vimos essas imagens, são profundamente perturbadoras", disse a porta-voz Jen Psaki. "Lamentamos a intrusão no que deveria ter sido uma procissão pacífica", acrescentou.

"Pedimos respeito pelo cortejo fúnebre, os familiares dos mortos e a família neste contexto delicado", continuou Psaki, ao prestar homenagem à "notável jornalista" assassinada na quarta-feira (11).

Ao contrário da União Europeia, a porta-voz do Executivo americano se absteve de denunciar o uso desproporcional da força pela polícia israelense durante o funeral.

"Quando dizemos que (essas imagens) são perturbadoras, obviamente não as justificamos", limitou-se a dizer.

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