Bolsonaro faz pronunciamento e volta a ser alvo de panelaço

Presidente vem protagonizando situações embaraçosas em meio às ações de combate à Covid-19 no País

Presidente Jair BolsonaroPresidente Jair Bolsonaro - Foto: Flickr / Palácio do Planalto

Poucas horas após entrar em atrito com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, por ter distorcido um discurso do gestor mundial sobre a necessidade de os governos darem assistência aos trabalhadores mais necessitados, o presidente Jair Bolsonaro voltou a tocar no assunto em pronunciamento em rede nacional na noite desta terça-feira (31). Dessa vez, porém, mudou um pouco o tom que vinha usando para se referir à Covid-19, à qual tratava como "gripezinha", e se disse preocupado com a saúde e o emprego da população. 

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Enquanto Bolsonaro passava sua mensagem, diversas cidades do País registraram mais um panelaço em protesto à condução dada por ele aos assuntos relacionados à pandemia. Foi o 15º dia seguido de panelaço.

Na Região Metropolitana do Recife (RMR), bairros como Candeias, Boa Viagem, Campo Grande, Casa Amarela, Parnamirim, Casa Forte, Janga, entre outros, tiveram registros de manifestações. As batidas nas panelas foram em sua maioria acompanhadas pelos gritos de "fora Bolsonaro".  

São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná foram outros estados com registros de protestos. Houve gritos ainda de "fascista" e "genocida". De forma mais tímida, algumas pessoas respondiam "mito", em apoio ao presidente.

Os panelaços contra Jair Bolsonaro começaram no último dia 17 e coincidem com o início da fase mais aguda das medidas de quarentena pelo País contra o novo coronavírus.

Ele defende a reabertura das atividades comerciais e escolas pelo País, posição sobre a qual tem entrado em conflito com governadores e até com ministros do seu próprio governo. Uma pesquisa do Datafolha feita entre os dias 18 e 20 mostrou apoio majoritário às medidas de restrição pelo Brasil.

Os protestos desse tipo se tornaram uma marca da queda da popularidade de Bolsonaro por ocorrerem em bairros de classe média e alta nos quais ele foi bem votado nas eleições de 2018. Em 2015, os panelaços tinham sido um símbolo da insatisfação com a então presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano seguinte.

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