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Bolsonaro sacrifica Bivar em nome da governabilidade

Partido de Bolsonaro ficará apenas com 10% das cadeiras da Câmara Federal

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O presidenciável Jair Bolsonaro disse em entrevista à Rádio Folha que não gostaria de que o pernambucano Luciano Bivar fosse candidato à presidência da Câmara na eleição que se realizará em fevereiro próximo. Bivar é filiado ao mesmo partido dele (PSL) e isso poderia estreitar sua eventual base de sustentação política naquela Casa. Sendo assim, entende que o substituto de Rodrigo Maia não deve pertencer ao mesmo partido do presidente da República. Foi a primeira decisão correta do candidato líder nas pesquisas, cujo partido elegeu apenas 52 deputados federais – 10% do total de cadeiras da Câmara, perdendo apenas para o PT que elegeu 56. O PSL, sendo o maior partido da coalizão bolsonarista, poderia muito bem reivindicar a presidência e Bivar tinha a primazia por ser o mais antigo no partido e já ter sido o seu presidente nacional. Além disso, foi o responsável pela entrada de Bolsonaro nos quadros da legenda. Porém, Bolsonaro é deputado e sabe que o presidente da República precisa do apoio de pelo menos 308 deputados para aprovar reformas constitucionais, e abrindo mão da presidência da Câmara pode construir com mais facilidade essa maioria. Bivar tem o apoio dele para fazer parte da mesa diretora, mas o sonho de presidir a Casa está adiado em nome da governabilidade.

Visita protocolar

Deputado estadual eleito, Fabrízio Ferraz (PHS), que chegará à Assembleia Legislativa com apenas 17.729 votos, já foi recebido em Palácio por Paulo Câmara, a quem comunicou que fará parte da futura bancada governista. Ele foi acompanhado pelo prefeito de Floresta, Ricardo Ferraz (PRP) e o secretário de Projetos Especiais da PCR, João Guilherme Ferraz.

A menor > Fabrízio Ferraz obteve menos votos que 10 deputados que não foram reeleitos: Socorro Pimentel (PTB), Zé Humberto (PTB), Augusto César (PTB), Dr. Valdi (PP), Vinicius Labanca (PP), Beto Acyoli (PP), João Eudes (PP), Zé Maurício (PP), Eduíno (PP) e Ricardo Costa (PP).

A maior > Dos 25 deputados federais eleitos em Pernambuco, o que teve menos votos foi Fernando Rodolfo (PHS): 52.824. Tiveram mais votos do que ele, mas não foram reeleitos, os deputados João Fernando Coutinho (PROS), Kaio Maniçoba (SD) e Zeca Cavalcanti (PTB).

A decepção > Tiveram menos de 1/3 dos votos que esperavam os deputados federais não reeleitos Adalberto Cavalcanti (37.369), Marinaldo Rosendo (36.367) e Betinho Gomes (20.026). O candidato André Carvalho (PPS), diretor da Rádio Maranata, obteve apenas 25.223.

Sem deputado >
Ainda não foi desta vez que o Sertão do Araripe conseguiu eleger um filho da terra para a Câmara Federal. O presidente do CREA, Evandro Alencar (PRTB), de tradicional família de Araripina, não conseguiu sensibilizar os conterrâneos. Obteve apenas 9.112 votos.

A troca > Uma das apostas do PT nessas eleições era o deputado estadual Odacy Amorim, que pleiteou uma vaga na Câmara Federal. Ele obteve apenas 40.050 votos. Já sua mulher, Dulcicleide (PT), elegeu-se para a Assembleia Legislativa com apenas 22.359 votos.

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